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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Vigilância diz que alta incidência de caramujos não aponta risco à saúde

O Departamento de Vigilância Ambiental de Macapá apontou aumento na proliferação do caramujo africano, a partir do mês de abril, em casas e terrenos baldios. Segundo a entidade, a invasão da praga provoca um problema econômico por causa do prejuízo em pequenas plantações, mas não é considerada problema de saúde pública.


O diretor da Vigilância Ambiental, Cairo Trindade, afirma que é mínima a transmissão de doenças dos moluscos para o seres humanos. “Doenças provenientes dessa espécie podem ser adquiridas a partir de um contato, assim como feito indevidamente com qualquer outro animal. Se estivermos próximos a uma galinha ou a um cão doente é a mesma possibilidade que temos de sermos contaminados por um caramujo”, disse.

Trindade reforça que o aumento do número de caramujos não é considerado problema de saúde pública, mas, lembra que todos os cuidados com o descarte da praga devem ser tomados, inclusive, evitando qualquer contato. Ele explica que os moluscos são atraídos por ambientes que têm umidade e restos de entulho e lixo. Os locais, além de alimentá-los, servem de abrigo.

“Não se pode pegar diretamente porque é um bicho que vive no ambiente, muitas vezes, no meio da lama e do lixo. Deve-se usar luvas ou sacolas para removê-los e a forma mais adequada de descarte é a incineração ou enterrá-lo com cal”, orienta.

Equipes da vigilância que atuam no combate à dengue e à malária passarão a orientar moradores em suas casas sobre o combate ao caramujo, que não tem predadores naturais no Brasil, e se reproduz de rapidamente, pois os indivíduos são hermafroditas e podem realizar até cinco posturas por ano, podendo atingir de 50 a 400 ovos por postura.

De acordo com pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o caramujo africano foi introduzido no Brasil no final da década de 1980 , e por não possuir predadores se reproduz de forma livre e é hospedeiro intermediário de vermes que causam meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal. A Embrapa reforça que no Brasil não existem registros das doenças que tiveram como causador o caramujo africano. 

Fonte: G1

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