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quarta-feira, 22 de março de 2017

Cemitério de Mount Jerome

No ano de 1836, na margem sul do Grande Canal de Dublin, na Irlanda, foi inaugurado o primeiro cemitério privado do país: o General Cemetery Company of Dublin, que ficou conhecido e ainda hoje é designado por Harold's Cross ou Mount Jerome, o nome do local onde foi edificado.


Quatro anos antes, em 1832, abriu o cemitério de Glasnevin, na zona norte da cidade, que rapidamente se tornou no cemitério preferido pelos irlandeses católicos, transformando o mais recente cemitério de Mount Jerome no cemitério da população protestante.

Apenas em 1920 começaram a ser enterrados católicos em Mount Jerome, devido a uma greve dos coveiros de Glasnevin, que mantiveram esse cemitério inoperante durante algum tempo.

A primeira inumação em Mount Jerome foi de duas crianças, meninos gémeos, numa altura em que o cemitério cobria apenas vinte e seis acres de terra.

No centro do terreno fica uma belíssima capela gótica, desenhada por William Atkins e que foi construida em 1847, que ainda pode ser visitada.

Em 1874 foi necessário expandir o cemitério, tendo sido possível aumentar a área total para quarenta e oito acres, o seu tamanho actual.

Mount Jerome é actualmente considerado como um dos cemitérios românticos (vitorianos) de referência, sendo favoravelmente comparado com Highgate (Londres, Inglaterra) e Père Lachaise (Paris, França); no entanto, no final do século XX, o abandono a que este foi sujeito permitiu o declínio do espaço e a degradação dos monumentos e construções.

No virar do milénio é construido em Mount Jerome o primeiro crematório privado da Irlanda, permitindo a revitalização do espaço e o inicio de um longo e complexo processo de recuperação dos mausoléus, túmulos, criptas e estatuária.

É em Mount Jerome que se encontra enterrado Sheridan Le Fanu, o autor de Carmila - um dos primeiros romances de vampiros, ainda hoje extremamente inovador e audaz - e The House by the Churchyard.

Um visita a Mount Jerome é obrigatória para qualquer tafófilo de passagem por Dublin, sendo até possível encontrar um pequeno café no interior do cemitério.

Um alerta deixado por todos os guias é o cuidado necessário nestas visitas: a decadência a que chegou o cemitério criou buracos no chão, pedras tumulares partidas, construções quebradiças e mausoléus prontos a desabar...

A saída do recinto, no entanto, tem de ser impreterivelmente até às quatro da tarde, sendo que os portões do cemitério são fechados a essa hora, sem qualquer falha, não ficando sequer um guarda que possa facilitar a saída dos mais distraídos.

Fonte: Taphphilia

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