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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Administração de cemitério pede colaboração dos voluntários

Encarregado explicou que o fim de pagamentos por hora extra em Americana criou sérios problemas para realizar sepultamentos

Com o fim do pagamento de horas extras aos servidores de Americana, o encarregado pelo Cemitério do Parque Gramado, Antonio Donizeti Prado, afirmou que o local pode enfrentar um estado crítico. Isto porque a quantidade de servidores para realizar os sepultamentos, principalmente em finais de semana e feriados, está muito aquém do necessário para atender o público. Veja aqui o posicionamento da prefeitura sobre as acusações.

O encarregado fez estas declarações na manhã desta terça-feira, durante oitiva da CEI (Comissão Especial de Inquérito), que investiga supostas cobranças de propina pela atual administração do cemitério. Atualmente, dos oito coveiros contratados apenas quatro estão na ativa. Os outros servidores estão de férias ou afastados por problemas de saúde. Diante desta situação, em algumas oportunidades a administração apela para a colaboração de voluntários.

De acordo com Prado, no último feriado ele mesmo teve que realizar os sepultamentos, ajudando a descer os caixões. Ele diz que um dos coveiros lesionou a coluna, após tentar levantar uma laje sozinho e que teve dificuldades em conseguir um substituto.


Falta de pessoal prejudica serviços no cemitério, de acordo com os servidores

“Antes eu tinha fila de funcionários para fazer hora extra. Hoje eu não consigo nenhum para trabalhar ao final de semana para folgar numa terça, por exemplo. Chegou em uma situação que eu mesmo coloquei as luvas e desci o caixão. O que vamos falar para a família?”, questionou.

Prado ainda diz que já chegou a pedir ajuda de familiares para fazer o mesmo serviço. “Longe de mim querer ensinar o prefeito. Ele está lá com méritos, mas acho que é necessário olhar com mais carinho e respeito para os mortos e seus familiares”, comentou.

Durante a oitiva da CEI, alguns servidores do local ainda denunciaram que os sepultamentos também estariam sendo feitos por moradores do bairro, em troca da autorização para desempenhar o serviço de flanelinha no estacionamento do cemitério.

O presidente da comissão, Thiago Brochi (PSDB), mostrou fotos de dois moradores do Jardim da Paz que teriam sido convocados em urgência, nesta segunda-feira, para assentar lajes. Na imagem, os dois carregam um carrinho de mão, cimento e uma peça de concreto, além de pás. “Isto é um absurdo. Este trabalho deve ser realizado com uso de equipamentos de segurança. Eu vou alertar novamente o prefeito Omar Najar [PMDB] para esta administração irresponsável”, declarou Brochi.

Vereador Thiago Brochi apresentou imagem de dois moradores do jardim da Paz que teriam sido convocados para serviços no cemitério

Os dez servidores que prestaram depoimentos também alegam que a falta de mão de obra começou no ano passado, após a transferência de nove pedreiros para o setor da Garagem. Os funcionários teriam sido transferidos, de acordo com a versão dos servidores, por brigas com a administradora do espaço, Marisa Alves. A Prefeitura de Americana, por meio da Secretária de Obras e Serviços, negou que a transferência de nove pedreiros que atuavam exclusivamente no Cemitério do Parque Gramado para a Garagem Municipal tenha sido efetuada por “represálias”.

Agentes funerários também estão ajudando
Por telefone, a administradora Marisa Alves confirmou que o sistema de banco de horas trouxe dificuldades para administração e disse que chegou a pedir ajuda de servidores do escritório para auxiliar.

“Nunca pedi para os familiares, mas já falei com um rapaz e uma moça aqui do escritório e alguns agentes funerários. Graças a Deus temos pessoas com boa vontade. Agora a situação está contornada, porque o momento é da gente se abraçar e ajudar a administração. O resto é pirracinha de funcionário, alguns deles não querem trabalhar, vão embora, pegam atestado, este tipo de coisa”, declarou.

Sobre as transferências, a administradora alegou que o serviço de pedreiros foi concentrado na Garagem para atender mais departamentos. “Eu não tenho poder algum de transferir alguém por briga. Foi uma decisão para o bem do cemitério. As lajes têm vindo prontas e agora acabou o problema de atraso neste serviço”, declarou.

administradora Marisa Alves confirmou que o sistema de banco de horas trouxe dificuldades para administração

Com relação às denúncias feitas sobre o suposto acordo de execução de serviços por flanelinhas, Marisa disse que isso é mentira. “Estes dois sempre estão no cemitério, desde antes da minha gestão, mas nunca vi eles fazendo nenhum serviço. Eu mesma teria pedido para parar. Tenho testemunhas na Guarda que provam que eu ligo três vezes por dia pedindo para que eles fiscalizem o pedido de dinheiro no estacionamento do cemitério”, finalizou.

A reportagem do Grupo Liberal localizou um dos moradores do bairro que executou o serviço de assentamento de lajes. O aposentado Sérgio Garavelo, de 49 anos, confirmou que prestou o serviço, mas disse que foi um ato voluntário.

“Sou amigo dos servidores e me compadeci da situação deles. Está difícil com a história do banco de horas. Eu já ajudei em sepultamento, como colocar as lajes, mas o que eu sempre ajudo é preparar a massa. A administração nunca me pediu para fazer isso. Faço porque gosto”, garantiu.

Servidores confirmam pagamento de propina
Com relação às acusações de extorsão e pedido de propina, dez servidores que prestaram depoimento à CEI nesta terça-feira confirmaram que testemunharam presencialmente a administradora cobrar dinheiro em espécie de empreiteiros e zeladoras sob o pretexto de comprar ferramentas e produtos de limpeza.

A informação foi divulgada pelo presidente da comissão, no entanto a imprensa foi impedida de acompanhar as declarações. Brochi afirmou que a decisão foi tomada para deixar os funcionários mais confortáveis em prestar depoimento.

Com relação às acusações, a administradora Marisa Alves afirmou que a prefeitura também investiga o caso e que ela levará as declarações feitas à Justiça. “Tudo que eu peço tenho notas para apresentar. Uma sindicância está sendo feita e todos terão respostas concretas a partir dela. O que eu adianto é que os servidores combinaram depoimento e é tudo mentira. Eu chego aqui e eles tem comprado bolo para comemorar minha saída”, lamentou.

“As declarações que os vereadores têm feito são sem fundamento. Como podem me acusar sem terem me ouvido ainda? Isto é errado”, completou. O depoimento de Marisa está marcado para o próximo dia 12.

Fonte: Jornal O Liberal

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