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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Complexo turístico ameaça Praia da Tambaba/PB


A praia de Tambaba pode estar com os dias contados. Indicada pelo portal Brasil Naturista como sendo a praia mais conhecida do segmento, no plano internacional, além de ter sido sede do 30º Congresso Internacional de Naturismo, em 2008, a praia integra a Área de Proteção Estadual de Tambaba, criada pelo decreto estadual 22.882, de 26 de março de 2002.

Adjacente à praia de Tambaba, encontra-se uma extensão de Mata Atlântica que está em pleno processo de recomposição, desde o desmatamento provocado pelo mercado imobiliário, com a demarcação de vários loteamentos, na década de 80. Em apenas 30 anos, esse nicho de Mata Atlântica expressa, através dessa força que se reconstitui, o símbolo de um organismo que insiste em viver. Essa Unidade de Conservação está ameaçada de ter um de seus recantos mais nobres extinto para dar lugar a gigantesco complexo turístico, composto de quatro resorts, com 1.892 apartamentos, um campo de golfe de 18 buracos, quatro condomínios com 959 lotes residenciais, três pousadas com 288 unidades habitacionais, três clubes, um centro comercial e estacionamentos com 1.400 vagas.

O anúncio desse megaprojeto turístico assusta muita gente. Assusta a população local, assusta os ambientalistas e assusta as ONGs que defendem a natureza. É compreensível que o prestígio que Tambaba conquistou ao longo dos anos provoque todo tipo de fantasias na mente consumidora, mas empreendimentos dessa magnitude deveriam ser instalados em áreas já antropisadas, que existem várias na região.

Todo trecho da praia de Tambaba, praia naturista conhecida internacionalmente, se insere na APA de mesmo nome e apresenta orla exposta, retilínea, com grandes falésias e estreita faixa de praia. A erosão é bastante intensa na área atuando diretamente sobre as falésias favorecendo voçorocas. No trecho predomina cobertura do bioma da Mata Atlântica em estágio de regeneração. Possui grande concentração de arrecifes areníticos, com formatos interpretativos como Pedra da Baleia, da Caveira, do Elefante, etc.


Fonte: Folha do Meio Ambiente

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