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terça-feira, 25 de junho de 2013

A PONTA DO ICEBERG

ou o Iceberg de ponta pra baixo?
Raul Longo

Se difícil definir uma razão para as manifestações que comovem e já começam a aterrorizar o país, ainda mais imaginar suas consequências. O motivo inicialmente anunciado não justifica a amplitude e intensidade dos manifestos e imediatamente se explicou tratar-se apenas da ponta do iceberg. Acepção geralmente utilizada para algo que se queira esconder embora por algum descuido algo tenha transparecido, como ocorre nos comentários de Amaury Ribeiro sobre os inúmeros documentos que acompanham seu livro “A Privataria Tucana”, dizendo-os apenas a ponta de um iceberg.

Mas no que ora comove o país, mais indicado averiguar tudo, desde as origens, pois lembrando o estrago ocorrido com o naufrágio do Titanic, recomendável tomar todas as precauções e conferir se vai ter escaler, boias e coletes salva-vidas pra todos os Leonardo DiCaprio e Kate Winslet que festivamente ocuparam as ruas da cidade.

Muito importante evitar o pânico e não ir se atirando ao mar por qualquer avaria, pois se o navio segue, de náufragos só ficam os afoitos como aqueles que quando se deram conta de ter pulado em canoa furada, involuntariamente se viram na contramão da rota a que se propunham, com seus líderes enfunando velas à direita.

Aproveitemos melhor o transcorrer dos acontecimentos averiguando o fundo do iceberg e analisando o rumo da correnteza para tentar entender de onde veio e pra onde vai essa massa gelada que poderá ser avassaladora para qualquer lado. Sabe-se lá quem e quantos serão esmagados no inevitável e imprevisível abalroar de um iceberg desse tamanho!

Mesmo que não dê em nada, apesar de tantos nada em que se deram os mais drásticos acontecimentos políticos da história do país, não se pode minimizá-la a picolé, posto que já se comprovou enorme câmera fria. Talvez daquelas de métodos criogênicos para ressuscitar defuntos, mas que também pode se tornar gaveta de necrotério onde repousarão os cadáveres a serem dissecados pelos estudantes da história de nosso presente assombrado pelos fantasmas do passado.

Tudo depende dos rumos a ser dado ao iceberg. Mas como dar rumo a um iceberg? Impossível instalar leme e motor de popa, pois que não têm popa nem proa.

Tentar remar é bobagem. Se remar só de um só lado, direito ou esquerdo, vai ficar dando voltas e pode formar um redemoinho que engolirá a todos. Dar uma remada de cá e correr pra remar do outro lado mantendo um sentido à frente, impraticável.

Não é fácil! E, apesar de dificílimo, não há vexame náutico maior do que conseguir naufragar um iceberg. Então, seja qual for o rumo a ser tomado, no momento o mais sensato é analisar o fundo submerso do gelo, pois na continuidade das manifestações o que se aflora é muito mais do que os R$ 0,20 da tarifa de ônibus e se confirmam as evidências de que na falta de opções por vias democráticas, mais uma vez viraram o iceberg de ponta pra baixo.

Apesar de gelo ser inodoro, só os muito constipados ou portadores de anosmia (perda total do olfato) não conseguem perceber o sibilino hálito midiático no sopro dos ventos que impulsionam esse iceberg. Se não predizem o futuro as sibilas dos novos oráculos conduzem o presente ao pretérito imperfeito do subjuntivo onde muitos dos que se regozijam na afirmação do “posso mudar o país”, por inexperiência e desconhecimento de nossa história, suspirarão o mesmo “ah se eu pudesse!” melancólico da geração anterior.

Inexato navegar e imprecisos destinos do imprevidente viver das Leonores Mendes da Marcha de Deus com a Família em Defesa da Propriedade que, como dantes, acabarão derrubando ao barro seus próprios Adhemar. Sequer podem se reconhecer, como indefectível classe média, a mesma massa de manobra... E lá vão lavando suas almas em festas de velhos carnavais, excitando braguilhas de pijamas eretos que grasnam o último canto do cisne em esperançosas ordens de a seus comandos salvarem -- da Comissão da Verdade e da Justiça -- dragonas, medalhões e o pecúlio da impoluta família militar, sustentada pelo grito mudo dos torturados, o gemido das estupradas, as lágrimas de mães e filhos de desaparecidos.  

À volta ao abismo? Ou será que dessa vez erraram na dosagem do fermento e ao escapar pelas bordas a massa torre e amargue bolo para os próprios mestres-cucas?

Do rumo do iceberg só se pode cogitar, mas na origem é sempre o pedaço desgarrado de um todo. E por que desgarrou se ainda há pouco as pesquisas revelavam os mais altos níveis de satisfação da população?

Em tão poucos meses caíram os níveis? Será tão volúvel a satisfação de nossa gente? O que virou de baixo para cima ou vice-versa? Porque o Polo Sul repentinamente tornou-se o do Norte? O que aconteceu para acontecer esse giro de180 graus? Labirintite?

Anuncia-se para hoje à noite, no “Fantástico”, a revelação da principal reivindicação das manifestações e lá, enfim, o país saberá por que se manifesta. Enfim, a maioria dos manifestantes saberá por que se manifestou, mas de acordo com as interpretações dos interesses da Globo.

Como em toda telenovela, nessa também o último capítulo já se faz previsível no primeiro e adiante reproduzo a ilustração que me enviaram para identificar o fundo do iceberg apostando o que quiserem se estiver errado. E o que me dão se o Fantástico confirmar, no mais fundo do iceberg aqui reproduzido, a verdadeira ponta que espeta e incomoda o partido da mídia hegemônica por impedir o volver aos 70 que lhes foram tão promissores?

É mesmo fantástica a previsibilidade simétrica do malabarismo midiático. Alguns os acreditam coreografados por Goebbels, mas os que leram “O 18 Brumário” haverão de reconhecer na classe média convocada às ruas o mesmo lúmpem de Luís Bonaparte. Motivada pelos mesmos sonhos e anseios que o autor identificou e desmitificou numa única frase: “Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas pelo passado”.

Hipnótica a atração do circunstancial malabarismo que por não ser de nossa escolha, se faz de irreconhecível reiteração como nos enredos de cada telenovela. Mas por omissão ou negação da memória é que essa sociedade que pretende mudar o pais não reconhece no espelho do próprio cotidiano o legado do passado com que se defronta diretamente em si, impossibilitando identificar nos malabares utilizados a serviço das elites nacionais e dos interesses internacionais, os 4 séculos de escravismo sucedidos pelo coronelismo e permanecidos nos preconceitos que nos permeiam como vítimas e algozes a um só tempo.

E assim desfilamos fantasias democráticas a esconder o fascismo indelével que tão fielmente nos caracteriza.

Afinal somos os filhos do carnaval e não nos basta a qualidade da fantasia, pois nos é imprescindível desfilar perante os olhares patéticos da ignorância, do desalento, da fome e do medo.

Carrega-se nas tintas? Está-se sendo melodramático? Exagera-se? Mas quem o diz é o comandante da Polícia Militar de Santa Catarina ao definir as manifestações com uma exatidão à qual este comentarista seria incapaz: "- Esse não é um movimento particular, de trabalhadores, de sindicatos. É um movimento da sociedade".

É a sinceridade de caserna desmitificando totalmente a ponta do iceberg, isentando o Movimento do Passe Livre e os R$ 0,20. E se de forma tão inequívoca identifica o que há na ponta do iceberg, imagine-se o que não virá de seu fundo!

Ou seja, estejam os trabalhadores avisados pra não virem com reclamações depois do poder ser retomado pela “sociedade” dos que não trabalham. Que não venham com os panelaços como o que no Movimento das “Diretas Já” se podia ouvir das casas da mesma classe média, 25 anos antes entusiasta da Marcha de Deus com a Família.

Afinal, quem fez a história? Claro que não mais se lembrarão da real ponta do iceberg revelada pelo comandante ou que hoje (23/06) será revelada pelo Fantástico. E a culpa recairá sobre os jovens do Movimento do Passe Livre, pois à hipnose da repetitiva simetria da mídia todos despertarão esquecidos do sequestro das ruas pelo difuso desfile de reivindicações que pretendiam mudar o país como os Caras Pintadas que mais tarde elegeram e reelegeram os plano de um Real inalcançável pelo desemprego, pela triplicação da dívida externa, pela depreciação em 75% das reservas minerais do país na privatização da Vale do Rio Doce. (informação que para nossa vergonha internacional pode ser conferida na pág. 72 de Reconolización o Independencia – editorial Grupo Norma/2004 - de Stella Calloni e Victor Ego Ducrot)

Quem se lembra dessa maior espoliação do patrimônio público brasileiro desde a colonização, operada pela Merril Lynch contratada por Fernando Henrique? A Merril Lynch foi a principal autora da Crise do Subprime (crédito de risco) que criou a atual crise financeira que assola ao mundo, mas que por alguma sorte nos livramos.

Futuramente poderemos vir assumi-la para, já sem os minérios da Vale do Rio Doce, mais uma vez livrarmos a Europa da caótica crise que a abate.

Um vale de doces para quem adivinhar quem será o Tiradentes quando tardiamente os novos Inconfidentes despertarem da hipnose que os leva às ruas como ratos seguindo a flauta fantástica de Hamelin, acreditando do fundo do iceberg divulgado pela mídia.

Mesmo sabendo que maiores seriam as ocupações das ruas das cidades do país por movimentos sociais, não sei se mais tarde CUT ou MST poderão livrar o MPL da forca armada pela mesma “sociedade” que lhes surrupiou a manifestação e o controle das ruas.

Demais intrépidos e arrojados manifestantes certamente recolherão os ânimos e queimarão as revolucionárias fantasias, confirmando a sempre mesma história de inconfidências onde só há um Tiradentes. Alferes, trabalhador que não compõe a “sociedade” idealizada pelo comandante da PM de Santa Catarina.

Por falar em idealização e lembrando que se considera a correnteza das manifestações como expressão de ideais democráticos, convém questionar por que os que se apropriaram das ruas do MPL não permitem a democrática identificação partidária dos demais manifestantes?

Uma amiga me telefona para relatar que em sua cidade de médio para pequeno porte nenhuma bandeira partidária foi permitida pela truculência de manifestantes perfeitamente identificáveis pelas propagandas partidárias que engalanam as fachadas de suas residências a cada eleição, sejam funcionários da prefeitura do PSD ou cabos eleitorais do PSDB, todos integrantes da “sociedade” de não trabalhadores.

A omissão de suas próprias bandeiras substituídas pela que veste este manifestante: não apenas torna suspeito o sentido da correnteza imposto pelos sequestradores do manifesto do MPL, como palavras de ordem de “Foda-se o Brasil”, gritadas sob capuzes e máscaras de seriados norte-americanos para espantar adolescentes, podem vir a esquentar os brios e ânimos ainda assustadiços ou frígidos e passivos da maioria.

Não somos franceses nem argentinos e é sabido que a propalada brasilidade da maioria dos manifestantes se reduz aos arroubos de embates futebolísticos, quando repentinamente todos viram patriotas. Mas percebendo-se maioria, no entusiasmo da encenação poderá acontecer de alguns resolverem assumir de fato o papel de defensores da pátria e aí a correnteza poderá mudar e adernar o iceberg para o lado inverso.

Se à direita não faltasse tolerância e inteligência para reconhecer ter chegado o momento de se recolher... Se à esquerda não faltasse competência para argumentar e expor o que já vai confundindo e criando incertezas nos manifestantes, poderia se recuperar uma mobilização mais consequente que conduzisse o iceberg para um rumo mais equilibrado e proveitoso. Mas somando-se a estas faltas a ausência de reconhecimento pelo comando da polícia de certos estados de que suas obrigações incluem a segurança de todos que através de impostos pagam seus salários, inclusive os trabalhadores, sindicalizados ou não; as esperanças são mínimas. 
Quanto a isso talvez em algo ajude rememorar onde e quando se deu a rachadura que separou o iceberg de seu todo, e as ruas, tradicional espaço de manifestações populares, foram ocupadas pela tão caseira e doméstica classe média convocada do conforto de seus condomínios e Shoppings Center para tomar as cidades do país.

Infiltrando-se à manifestação legítima do Movimento do Passe Livre em São Paulo, os CCC do momento reportaram os atos e atitudes de seus antecessores na década de 1960 dando a deixa para a PM de Geraldo Alkmin entrar em cena com bala de borracha na cara das pessoas. Aí se deu a noz daquele esquilo desastrado do “Idade do Gelo 4”:

Os sem-partido do PSDB, DEM e PSD

Os sem-bandeira do PT, PCdoB e PSTU

                                            Geraldo Alkmin e a Mídia

 Feice, tuíter, torpedo... Convocação geral Brasil afora e por onde o Passe Livre passou foi seguido por uma horda que arregaçou o que encontrou desguarnecido. De bíceps avantajados e córtex atrofiado como os do CCC dos anos 60, ignorados pela polícia estimularam o quebra-quebra dos frustrados: os vândalos de sempre.

Isso de infiltrados para desandar manifestação popular é coisa bastante antiga e Paulo Maluf notabilizou-se na utilização do estratagema recorrente nos governos de Geraldo Alckmin. A difusão intensa de spam convidando, estimulando, insuflando e aproveitando indisposições contra o que desde 1950 o brasileiro mais sonha ser realizado em seu país, com o inchaço da mobilização o MPL ficou sem condições de manter o controle.

Para a “sociedade” que não trabalha só há uma verdade e em nada ajudará a análise deste gráfico, mas a quem a sanidade ainda possibilidade alguma ponderação sobre os rumos do país talvez compense:

CORRUPÇÃO - Apesar de indicado numa publicação dos Estados Unidos como o país que mais realizou investigações sobre corrupção na última década, desde sua colonização o Brasil tem um longo histórico de corrupções.

Totalmente omitidas por opressão e censura no período da ditadura militar e depois por deliberação dos proprietários dos grandes meios de comunicação, alguns esforços para se obstruir denúncias e investigações de corrupção acabaram se tornando de conhecimento internacional como se pode verificar neste link:

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=3&cad=rja&ved=0CDIQtwIwAg&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DwmjXqQ_rwiM&ei=BIvDUcDYFIjQ9gS1goCICg&usg=AFQjCNFyIoCOmyEyFqY6f5czo0zDEobtsg

IMPOSTOS – São legítimas as manifestações contra os impostos que sobrecarregam a população. Essa foi a luta dos Inconfidentes e da maioria dos movimentos populares já realizados nesse país. Apontados como fanáticos pelos preconceituosos e como fortes por Euclides da Cunha, os seguidores de Antonio Conselheiro foram massacrados em Canudos exatamente porque se rebelaram contra os extorsivos impostos de Floriano Peixoto.

Todos os governantes sempre afirmam ser impossível reduzir impostos. A atual Presidenta comprovou o contrário reduzindo 18% da tarifa de consumo de energia elétrica ao consumidor domiciliar e 32% à agropecuária, indústria, comércio e serviços. Recentemente foram rebaixados os impostos federais de diversos setores empresariais, incluindo o dos transportes públicos no último 1º de Maio.

É preciso manter vigilância e concentrar manifestações contra governadores que tentam obstar a redução da tarifa elétrica e empresários que não repassam as reduções aos seus consumidores, pois redução de impostos não repassada ao consumidor e usuário beneficia exclusivamente aos empresários e de políticos que defendem interesses de empresários e não de seus eleitores.

ENSINO - Os mesmos governadores que em defesa dos interesses dos empresários se indispõe com a aplicação da redução de conta de luz e outros impostos, também se indispõe contra o Piso Nacional do Salário aos professores e se negaram a atender a determinação federal. Alguns chegaram a entrar na justiça tentando evitar a equiparação e o aumento dos salários dos professores de seus estados e houve até o que declarasse: “– Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário. Se quer ganhar melhor, pede demissão e vai para o ensino privado.”

A baixa qualidade das escolas é resultado do rebaixamento dos salários dos professores que deprecia o ensino público brasileiro desde a assinatura do acordo MEC-USAID em 1968.

SAÚDE - A saúde pública tem de ser para o público e o público brasileiro não é só o morador dos grandes centros do sul e sudeste. É preciso se manifestar contra os hipócritas que noticiam os problemas da saúde pública e condenam a vinda de médicos estrangeiros para atender o público que os médicos brasileiros se recusam atender.

É preciso se manifestar também contra esses médicos que não querem a vinda de médicos da Espanha, de Portugal e de Cuba para atenderem brasileiros que eles não querem atender. É preciso se manifestar contra todos aqueles que mentem sobre a proficiência dos médicos estrangeiros desqualificando-os. Confira essa afirmação do New England Journal of Medicine: “... o sistema de saúde cubano parece irreal. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda”.

IMPUNIDADE - Chega de pré-julgamentos e condenações públicas e sem provas!. Chega de impunidade por compadrio ou negociação! Isso é fascismo e mercantilismo da Justiça! Chega de impunidade para corruptos ricos como Daniel Dantas e Naji Nahas! Chega de impunidade para políticos que ordenam massacres de indefesos como no Carandiru e em Pinheirinho! Chega de impunidade para latifundiários assassinos e grileiros como o que contratou a morte da Freira Dorothy! Chega de impunidade para estupradores como Abdelmassih! Chega de impunidade para os corruptos da família Serra! A população tem de se manifestar até a balança da Justiça brasileira parar de pender para um único lado.

SALÁRIOS DE POLÍTICOS - Só se manifestar contra salários de políticos não resolve. Não adianta nada ir às ruas reclamar do salário de políticos e depois votar no político que vai propor e aprovar o aumento do próprio salário. Mantenha vigilância no seu candidato eleito e naqueles que exorbitam nas propostas de aumentos de seus próprios salários. Informe-se sobre em que partidos se concentram a maioria de parlamentares municipais, estaduais e federais que se pronunciam contra essas exorbitâncias. Exerça pressão através do seu voto, pois depois de eleger os que legislam em causa própria não adianta mais reclamar.

TRANSPORTE PÚBLICO - Conluios entre governadores, prefeitos e empresários de transporte público mantêm os monopólios do setor e impedem inovações que solucionaram o problema em grandes cidades do mundo oferecendo meios de transporte mais rápido, com menor ou nenhuma emissão de poluentes atmosférico e sonoro, maior segurança e conforto, além de descongestionamento do tráfego. Algumas dessas inovações empregadas nas mais populosas metrópoles do mundo foram criadas por brasileiros e nunca utilizadas aqui.

O Movimento Passe Livre de cada cidade deve planejar manifestações periódicas e regulares em cada capital e grande cidade, convidando a adesão de toda a população e dos trabalhadores do setor, conscientizando inclusive os proprietários de veículos particulares que ao invés de se irritarem pelo bloqueio provocado por grandes manifestações, se interessarão em reivindicar benefícios com melhorias nas condições do trânsito diário.

É preciso se manifestar contra projetos viários que só privilegiam grandes empreiteiras e enriquecimentos ilícitos de políticos, e pouco colaboram com a mobilidade das populações.

VIOLÊNCIA - Cada um desses links expõem estarrecedoras justificativas para permanentes manifestações e dispensam comentários:

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CCoQFjAA&url=http%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fpais%2Fem-72-horas-sp-tem-media-de-oito-homicidios-por-dia-6776152&ei=AqTDUauXBYzs8gSuoIDABg&usg=AFQjCNHlMz-aXgcYDhNxuIO1qWDvFGggTA&bvm=bv.48175248,d.eWU

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&cad=rja&ved=0CEIQFjAE&url=http%3A%2F%2Fadpesp.org.br%2Fnoticias_exibe.php%3Fid%3D5300&ei=AqTDUauXBYzs8gSuoIDABg&usg=AFQjCNEeXpBxastQ65PympWSmorVMu1l6g&bvm=bv.48175248,d.eWU

https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CCsQtwIwAA&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DJ2jt803I4wg&ei=s6XDUc2SHIXs8gT-3oHYCQ&usg=AFQjCNGOHIaTCQeQPx0R0D5Sxu33fBuNzg&bvm=bv.48175248,d.eWU

OPRESSÃO – Os longos anos de opressão da ditadura militar perduram contra as mais indefesas comunidades brasileiras. Protestar contra a opressão destas comunidades é garantir o fim geral da opressão em cada cidade e cada interior do país. É preciso protestar contra a opressão violenta da polícia de São Paulo, mas também é preciso protestar contra a opressão genocida aos índios do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A homofobia, o preconceito racial, a violência contra as mulheres são opressivas a todos, não apenas às suas vítimas. Se não protestarmos contra todas as formas de opressão sempre haverá alguma a oprimir cada um.
Deve se intensificar manifestações contrárias a governadores que mantenham corporações policiais opressivas até que compreendam que já não vivemos mais sob um regime nazista.

A opressão não é somente exercida por policiais, mas também pela sociedade e aí deve ser igualmente combatida. 
Diversos exemplos de opressão tanto policial quanto social ocorreram durante as manifestações. Integrantes do próprio MPL que criou e organizou os manifestos foram oprimidos e ameaçados por infiltrados que também oprimiram e hostilizaram outras participações pacíficas ao manifesto.

PEC 37 – Aqui chegamos a fantástica verdadeira ponta do iceberg. A interpretação da TV omitirá a verdadeira intenção de utilização do Ministério Público, mas é preciso se ter ciência dos motivos que levaram à criação da proposta da PEC 37, omitidos pela mídia. Para diminuir a impunidade e os atos de corrupção as funções investigativas do Ministério Público somente seriam úteis se o próprio Ministério Público desse andamento ao que já foi investigado, o que não faz como ocorre com a Operação Satriagraha que o próprio Procurador Geral e sua esposa, a Subprocuradora, não entregam à justiça evitando o julgamento de um dos mais escandalosos esquemas de corrupção ocorrido no país, envolvendo megaempresários e políticos. Pesa sobre o Procurador Geral e sua esposa acusações de corrupção apresentadas por senadores, deputados e delegados da Polícia Federal.

Como o Ministério Público pode investigar corrupção se seu dirigente é acusado de receber propina para manter a impunidade usufruída por Daniel Dantas? Evidentemente o Procurador nega, mas o faz com a mesma insistência com que também nega encaminhar o processo e os documentos levantados pela PF ao Judiciário.

Se há real intenção de intensificar de promover a investigação de corrupções evitando ao país situações vergonhosas como a reproduzida pelo primeiro link desta análise, recomendável seria exigir seu afastamento temporário para investigação das acusações a partir dos indícios apresentados pelos acusadores.

Para realmente combater a corrupção e a impunidade, as manifestações não podem nem devem ser apenas contra a PEC 37. Têm de exigir também o imediato afastamento do Procurador Geral.

Enquanto se manter o iceberg de ponta para baixo, as mudanças obtidas por estas e outras manifestações só farão que as coisas mudem para que tudo continue como está ou voltem a quando era ainda pior.

Há aqueles que não ainda não tiveram a oportunidade da experiência e reclamam do agora por não conhecerem quanto pior foi antes. Há os de pouca memória que não conseguiram aprender com as experiências do passado.

E há os que preferem o pior por ser melhor exclusivamente para eles próprios. Esses precisam ser impedidos de se infiltrar nas manifestações e os demais orientados por aqueles que se manifestam para realmente fazer um Brasil melhor, de cabeça para cima.

Não mesquinho iceberg de ponta pra baixo.

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