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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Prefeitura de Florianópolis negocia área do aterro da Baía Sul com a União

Projeto de parque público no aterro da Baía Sul é apresentado na Justiça Federal
Quem tinha agilidade nas pernas corria da polícia. Quem não tinha brigava pelas mercadorias. O centro histórico era assim quando Ângela Amin assumiu a Prefeitura da Capital, em 1997. Para solucionar a rixa dos ambulantes, que volta e meia discutiam com os comerciantes do Mercado Público, a prefeita cedeu um terreno e uma lona para que famílias estruturassem o comércio. Nascia o Camelódromo Centro Sul, pago com o dinheiro dos que ocuparam os boxes. Porém, Ângela ofertou algo que não lhe pertencia: as terras da União, que agora exige o espaço.

Com sentença dada pelo juiz federal Hildo Nicolau Peron, os camelôs devem desocupar o prédio nos próximos sete dias. Ontem, às 16h20, o prefeito Cesar Souza Júnior entrava apressadamente na sala do juiz para negociar um novo prazo e um novo método de desocupação, menos bruto. E para evitar o desemprego das 158 famílias que lá trabalham.

A reunião foi informal, e o juiz não se posicionou. Mas ciente da máxima de que “toda sentença é imutável, mas passível de recursos”, Cesar trata com a União a transferência da posse do terreno para o município. O pedido é para que a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) abdique o uso da área por 20 anos.

Atualmente, a prefeitura não tem autorização nem para limpar o local. O prefeito está tão esperançoso que fala “em uma semana” para que o trâmite se realize. E já antecipa os primeiros passos: limpar, cercar, trocar o asfalto velho e iluminar o terreno. Se tudo correr como o esperado, no próximo mês será aberto o processo licitatório para a revitalização da área de 32 mil metros quadrados, um projeto audacioso que pretende transformar a imagem do Centro.

O Centro também será revitalizado com a verba federal do Pacto pelas Cidades Históricas, R$ 20 milhões, para reforma do Mercado Público, Largo da Alfândega e Casa de Casa de Câmara.

Em 1978, em co-autoria com Burle Max, o arquiteto e urbanista José Tabacow assinou o projeto do aterro da Baía Sul. Agora, após 35 anos, Tabacow é designado para repensar a estética da área e remodelar a Baía Sul. Desafio que divide com o arquiteto Cesar Floriano.

Na planta já é possível visualizar a união do Centro ao mar através de uma grande plataforma - e de R$ 10 milhões que serão desembolsados do município para execução do parque, que será cortado por uma passarela que inicia com quatro metros de altura, cobre o Camelódromo e chega a 6,5 metros, sobre um grande auditório, restaurantes e lanchonetes. Ao redor haverá jardins, quadras de futebol e vôlei e pistas de skate e para corridas e pedaladas.

Parque deve estar pronto em três anos

Nagila Rabello, 48 anos, foi uma das primeiras a carregar a barraca das mercadorias até o novo prédio, hoje chamado Camelódromo Centro Sul. Era 31 de dezembro de 1997. Grávida de oito meses, Nagila não poupou esforçou para efetuar a mudança que representava estabilidade.

Mas o vai e vem das muambas entrou em trabalho de parto. Os trabalhos do camelódromo começaram assim, com água de mulher e choro de criança: Joarle, hoje com 16 anos.

Para que estas famílias não saiam dali, Cesar Souza Júnior negociou um prazo de três anos – estima-se que o parque fique pronto neste período –, mas foi negado. Fontes do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) informaram que a superintendente do Patrimônio da União, Isolde Espíndola, definiu que as famílias poderão ficar no terreno por mais 18 meses.

Como há boxes livres, a ideia do prefeito é realocar as sete famílias que trabalhavam no Direto do Campo (demolido em abril) no Camelódromo. Quando o parque for inaugurado, as famílias poderão concorrer à licitação por vagas no centro popular, coberto pela passarela.

DADOS DO ATERRO

- Projeto original do aterro, que pertence à União, foi assinado pelo arquiteto Roberto Burle Marx, em 1978.

Ele previa uma grande área verde de lazer.
- Em 1997, uma parte do aterro foi ocupada pelo Camelódromo Centro Sul, Direto do Campo e estacionamento da Comcap.
- No início deste ano, o estacionamento foi desativado. Em abril, o Direto do Campo foi demolido.
- O prazo para os comerciantes deixarem o Camelódromo vence no dia 4 de julho.
- Para revitalizar a área de 32 mil metros quadrados, a prefeitura tem projeto de construir um parque público, com auditório, restaurantes e lanchonetes, jardins, quadras de futebol e vôlei e pistas de skate e para corridas e pedaladas.

Fonte: Notícias do Dia

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