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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Executiva do PMDB não fecha acordo sobre plebiscito

Entre as medidas defendidas pela bancada estão a redução de ministérios e a imediata aprovação de um pacto federativo
Em encontro realizado na noite de ontem em Brasília, integrantes da Executiva nacional do PMDB não oficializaram apoio ao plebiscito sugerido pela presidente Dilma Rousseff para se discutir a reforma política.

Nesta terça-feira, a presidente enviou ao Congresso uma proposta com cinco sugestões de mudanças nas regras eleitorais que devem ser inseridas numa consulta popular antes de serem votadas pelos parlamentares (foto).

Os itens são: financiamento público de campanha; sistema eleitoral (proporcional, distrital puro ou misto; voto majoritário para a eleição de parlamentares e o voto em lista fechada ou flexível); fim dos suplentes de senadores; manutenção de coligações partidárias para a eleição de deputados e

vereadores; e o fim ou não do voto secreto no parlamento. A falta de apoio formal foi registrada em nota divulgada após o encontro em que o PMDB deixa em aberta a forma da consulta popular que poderá ser por "plebiscito ou referendo". Na segunda hipótese, os cidadãos são consultados apenas após a aprovação dos projetos no Congresso.

Os demais itens da nota da Executiva são basicamente os mesmos que foram propostos pela bancada da Câmara no fim da tarde de ontem. No encontro dos deputados, vários expuseram suas queixas contra o governo federal e a condução política da presidente Dilma. Na ocasião, houve até quem defendesse uma reavaliação do aliança de 2014 com o PT. "O sentimento da Câmara foi compreendido pela Executiva e reflete um posicionamento concreto e das posições que o partido precisa tomar para ter um papel de protagonista no momento político de incertezas que nos vemos", disse o vice-líder do PMDB na Câmara, Danilo Forte (CE), após a reunião da Cúpula.

Entre as medidas defendidas pela bancada e referendada pela Executiva estão a redução de ministérios e a imediata aprovação de um pacto federativo desconcentrando os recursos para que os governos municipais e estaduais possam aumentar seus investimentos em suas políticas públicas. Também faz parte da demanda do partido a aprovação do PLP 123/2011, que destina a aplicação de 10% das receitas correntes brutas da União em Saúde.

Reforma em 2014 é 'inviável'

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), afirmou nesta terça-feira que a votação do plebiscito para fazer uma reforma política valer para as eleições de 2014 é algo "absolutamente inviável" do ponto de vista prático e uma matéria "diversionista" do governo Dilma Rousseff. O Executivo enviou nesta terça ao Congresso uma mensagem conclamando o Legislativo a realizar a reforma do sistema político.

"A presidente da República quer dizer aos brasileiros que aquilo que os fez ir às ruas foram as propostas que interessam ao PT na reforma política. E a calamidade da saúde pública, a falência da mobilidade urbana, o aumento da criminalidade? Mais uma vez, o governo mostra que não entendeu absolutamente nada que a população brasileira quis dizer", afirmou, em entrevista coletiva no Senado.

O provável adversário de Dilma em 2014 disse que os temas listados pela presidente, como a discussão sobre o financiamento público e o fim voto secreto, "não respondem às demandas da população brasileira". "O que ela busca fazer é convidar o Congresso para um passeio de primeira classe numa cabine do Titanic. Nós aqui estamos denunciando", criticou.

Para o presidente do PSDB, o governo federal não quis conversar com a oposição e não há mais sentido em ter essas conversa com a presidente. "Nós apresentamos ao Brasil uma agenda positiva. A presidente não gosta do diálogo, prefere o monólogo. Para isso, fez uma reunião com governadores e prefeitos, constrangendo a todos, apenas ela falou", disse. Ele destacou que a "agenda que interessa ao Brasil mais uma vez está sendo adiada pelo governo".

O tucano lembrou que no segundo turno da eleição de 2010, o candidato do PSDB José Serra obteve 44% dos votos.

Ele classificou como desrespeito a apresentação do plebiscito "para com metade da população brasileira" que votou em candidatos que não foram ela. "É um gravíssimo equivoco do governo, que parece que não entendeu absolutamente nada do que veio das ruas", alfinetou.

Padrão Felipão

O presidente do PSDB ironizou a declaração dita na noite desta segunda, 1º, pela presidente segundo a qual o padrão do seu governo é o do técnico Felipão, o treinador da seleção brasileira de futebol que no domingo venceu a Copa das Confederações ao derrotar a Espanha por 3 a 0.

"Se o Felipão governasse inspirado na presidente Dilma, nós teríamos aí mais de 40 jogadores em campo e embolaria muito o meio de campo, como está embolado do governo desde a posse da presidente", criticou Aécio. Em entrevista coletiva, Aécio Neves chegou a dizer que, ao saber da reunião ministerial realizada com Dilma com a convocação dos seus 39 ministros, acreditou que ela iria demitir parte deles. "Achei até que ela ia dizer:

'metade dos que estão aqui, agradeço a contribuição, mas não precisamos mais que vocês gastem o dinheiro público'. Infelizmente isso não aconteceu".

Segundo o tucano, a presidente não fez qualquer "mea culpa", "não admitiu um equívoco sequer". "Daqui a pouco vai ter alguém do PT para dizer que a culpa de tudo de errado, dos desvios, da carência de infraestrutura, é de responsabilidade do povo e não do PT, que governa o País há dez anos", afirmou.

Fonte: Revista Amanhã

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