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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Ministro afirma que governo não “abandonará” plebiscito

De acordo com Gilberto Carvalho, Planalto agora deverá refletir sobre como agir
Apesar de o Congresso descartar qualquer possibilidade de um plebiscito sobre reforma política ter validade para as eleições de 2014, o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho (foto), disse nesta terça-feira (09) que o governo Dilma Rousseff não "abandonará" o objetivo de adotar uma mudança por meio dessa forma de consulta popular. De acordo com Carvalho, foi "acertadíssimo" lançar a proposta do plebiscito e o governo agora deverá refletir sobre como agir.

Mais cedo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), descartou qualquer possibilidade de um plebiscito sobre a reforma política validade para as próximas eleições. "Devemos ter calma e refletir aqui dentro do governo, a sociedade está com essa bandeira (da reforma), eu tenho certeza, e nós vamos então verificar agora com calma como a gente vai agir daqui pra frente. Mas não vamos abandonar de maneira nenhuma a ideia da consulta, a ideia da participação e a ideia da reforma política, são eixos que se estruturam, a nosso ver, numa perspectiva de mudar de fato aquilo que o povo quer que se mude, que é a nossa cultura política no País", disse, antes de participar de um seminário no Palácio do Planalto.

"Não consigo imaginar um combate adequado à corrupção sem uma reforma política. O povo quer uma mudança política de profundidade, a presidenta acertou em cheio quando lançou essa proposta porque ela corresponde exatamente ao anseio mais profundo das ruas, que é o anseio por uma renovação na política. Renovação na política sem reforma política nós não vamos fazer", afirmou. "É um debate, importante no Congresso e na sociedade, eu acho que a gente nunca deveria subestimar a importância da consulta popular. O governo tem feito empenho para criar estrutura de participação no País, que é o que o povo na rua gritou e pediu", destacou.

À pergunta se não havia sido um erro insistir num plebiscito válido para 2014 após líderes da base aliada falarem que era inviável, Carvalho respondeu: "Não considero um erro, quando você acredita em alguma coisa, tem de ir até o limite. O Congresso, de alguma forma, vai sentir e sente o que está acontecendo nas ruas, tanto quanto nós sentimos. Nós tivemos essa reação, fizemos uma proposta de saída que, a nosso ver, era a proposta e é a proposta mais adequada, agora, vamos ver que passo nós podemos dar".

Segundo o chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, há outras possibilidades que precisam ser discutidas com a sociedade. "Prefiro não adiantá-las, vamos com calma reagir sem nenhuma reação intempestiva, mas nós seguiremos dialogando com a sociedade na busca dessa perspectiva. O governo abriu os ouvidos para as ruas, teve e tem sensibilidade e nós vamos seguir fiéis àquilo que nós ouvimos, que entendemos ser expresso pela sociedade. Precisamos mudar a lógica da política", afirmou.

Na década passada, no governo Germano Rigotto (2003-2006), o Estado fez algum dinheiro – R$ 100 milhões – com sua dívida. Conduzida pela Cadip – Caixa de Administração da Dívida Pública Estadual, a operação consistiu em uma emissão de debênture (título de dívida). Na ocasião, foram cedidas para a Cadip créditos parcelados de ICMS, e a debênture  comercializada no mercado teve como lastro esta parcela da dívida ativa.  O executivo ouvido por AMANHÃ entende que aquela operação, que foi bem-sucedida, deverá inspirar a nova tentativa do governo gaúcho de transformar recebíveis em alívio imediato de caixa. “Dificilmente o Santander ou outro banco fará uma simples compra de carteira de créditos de ICMS sem um instrumento como a debênture, por diversas razões. Uma delas seria o enorme deságio a ser aplicado sobre a carteira, e a dificuldade para se estabelecer parâmetros que definam o valor da carteira da dívida ativa a ser comprada”, opina.

Fonte: Revista Amanhã

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