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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Hackeando o sistema para um mundo melhor e mais feliz

Nas centenas de rodas de conversas que frequentei nos últimos meses, constatei que cada vez mais pessoas estão buscando maneiras alternativas de construção de mudanças significativas na sociedade. Muita gente está “hackeando o sistema” para um novo mundo possível.
A partir das vivências e aprendizados que ocorrem no modelo atual, pessoas estão trabalhando para a criação de novos modelos que causem impacto social e as façam mais felizes.

Segundo a Wikipedia, “em informática, hacker é um indivíduo que se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas e redes de computadores”. Um hacker precisa conhecer o espaço virtual que atua para agir. Isso também acontece no nosso dia a dia. Neste post, relatei duas maneiras de mudar o mundo que encontrei durante a viagem.

Infiltrando-se no sistema

Colocar suas crenças e valores nos produtos e serviços produzidos pelas grandes corporações e governos é uma das maneiras mais fáceis de “hackear o sistema”. No meio de grandes instituições, sempre existem brechas e possibilidades dos colaboradores concretizarem suas crenças e até mesmo alguns valores nos produtos e serviços construídos.

É preciso levantar questões e pontos de vista que não seriam pensados durante as reuniões estratégicas; criar maneiras não pensadas de produção de conteúdos e serviços durante suas construções e pensar que um pequeno detalhe pode mudar a vida de centenas ou milhares de pessoas. Quando uma empresa impacta 50 milhões de jovens estudantes com a venda de livros ou um as ações de um governo afetam 11 milhões de pessoas, uma pequena contribuição fará a diferença.

Esta maneira de hackear o sistema também tem suas dificuldades. Geralmente essas estruturas são pouco flexíveis a mudanças. A dificuldade de enfrentar uma estrutura rígida não pode ser uma barreira para o hacker. É preciso defender suas ideias e até mesmo mobilizar a equipe para uma real mudança nas ações da instituição. E todo esforço vale a pena.

Conhecendo o sistema e criando um novo modelo

Entender todo o processo de um determinado setor social/econômico/político e criar uma nova maneira de ser a partir deste conhecimento pré-existente é outra maneira de hacker o sistema.

Mais agressiva e ousada, a estruturação de novos modelos causa impacto logo em sua criação. No Rio de Janeiro, conheci o Curto Café. Em agosto, os sócios e equipe decidiram inovar e implementar o modelo de negócio do “pague o quanto acha que vale”.

O Curto Café sempre se destacou pela especialização nos produtos orgânicos. Em 2013, o novo modelo de negócios, com proposta de valor baseada numa outra maneira de precificação, chamou atenção. “Estamos fazendo algo que nos faz mais feliz e que não é comum. Algumas pessoas chamam isso de hackear o sistema”, conta Sharlie Oliveira, um dos membros da equipe.

Além disso, três lousas ao lado do balcão chamam a atenção com todas as informações financeiras sendo anunciadas de maneira transparente. Os dados são base para o preço sugerido dos produtos da Curto Café.

A iniciativa causou estranhamento ao tornar o preço do café livre e as contas transparentes. “Nos primeiros quinze dias, todos nos chamavam de loucos, depois eles ficaram meio preocupados se conseguiríamos manter o espaço. Agora eles falam que somos genais, apesar de alguns demonstrarem preocupações se vamos continuar mantendo o espaço”, conta Sharlie.

O montante necessário para zerar as contas não foi atingido logo no primeiro mês, mas o resultado é visto como positivo e há a consciência de que os primeiros meses com este novo modelo de precificação serão de adaptação. “Pra mim, está sendo um período de grande aprendizado”, confessa Sharlie, que aprendeu muito principalmente a aceitar que as pessoas, com dinheiro ou não, têm um modo diferente de valorar os produtos do café.

Seja um hacker você também

Concretize suas crenças a partir de pequenas ou grandes ações nos espaços que frequenta. Aproveite as boas energias de 2013 para construir novos projetos em que acredita. Hackeie o sistema e crie um mundo melhor você também!

Fonte: Mercado Ético

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