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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

IGP de Florianópolis já conhece provável causa de incêndio químico em São Francisco do Sul

Polícia Ambiental de Joinville também já definiu os valores das multas para as empresas envolvidas e os valores chegam a R$ 10 milhões
Passados dois meses do incêndio químico em São Francisco do Sul, a diretora do Instituto de Criminalística, Sidnéia Mansanari, do IGP (Instituto Geral de Perícias) de Florianópolis, diz que a unidade já apurou a provável causa da reação nas 10 mil toneladas de fertilizante armazenadas no galpão da empresa Global Logística e Transporte LTDA., no bairro Paulas, no final da noite de 24 de setembro. De acordo com ela, os exames laboratoriais realizados a partir de amostras colhidas no local foram concluídos. Faltaria apenas as considerações do perito que esteve na empresa, em fase final de conclusão.

Na semana passada, de acordo com Sidnéia, chegou a unidade o resultado da apuração feita pela INC (Instituto Nacional de Criminalística). Mas o laudo do IGP ainda não tem data para ser divulgado. “Já sabemos a provável causa do incêndio químico, mas ainda não podemos divulgar a informação. Qualquer coisa que eu dizer antes do laudo estar pronto pode ser especulação”, explica Sidnéia.

A diretoria de atividades técnicas dos Bombeiros Militares, também localizada na Capital, afirma que o laudo da corporação deve ficar pronto nos próximos dias. Este é um dos dois documentos que serão emitidos pelos bombeiros. O outro, em parceria com o IGP, aguarda o relatório final que deverá ser entregue pelo instituto. Em Joinville, a Polícia Federal, que por determinação da presidente Dilma Rousseff passou a acompanhar o caso, diz que não há previsão para que o inquérito esteja concluído.

A unidade ficou encarregada de apurar os prejuízos ambientais gerados na área afetada pela fumaça, classificada como moderadamente tóxica.



Multas podem chegar a R$ 10 milhões

A Polícia Militar Ambiental, em Joinville, aplicou multas contra as empresas Global Logística e Transporte LTDA., responsável pelo armazenamento do fertilizante, e a ADM do Brasil, dona da carga. Conforme o major Adílson Schlickmann, comandante da unidade, foram feitas quatro notificações pelo incêndio químico, danos ambientais, poluição do rio e morte de animais. O valor das multas pode chegar a R$ 10 milhões.

“Nosso processo este em fase final, a empresa que armazenava a carga e a proprietária do material já foram multadas. Está em fase de recurso, estamos esperando a defesa delas”, conta. Além das notificações realizadas pela Polícia Ambiental, as empresas enfrentam os processos ajuizados por moradores da área atingida pela fumaça, nos bairros Paulas, Portinho e Estrada Geral do Forte. Até a tarde desta sexta (22), segundo consulta ao site do Tribunal de Justiça, haviam dado entrada no cartório da 1° Vara Cível, do Fórum de São Francisco do Sul, cinco ações indenizatórias

No cartório da 2° Vara Cível foram seis. A Global Logística continua com suas atividades em São Francisco do Sul. O secretário municipal de meio-ambiente, Eni Voltolini, afirmou que a empresa colaborou com tudo que lhe foi solicitado. Efetuou a limpeza do pátio, a remoção do que sobrou da carga e instalou uma caixa receptora para escoar qualquer resquício do fertilizante.

A Global ainda tem obrigação de recuperar a área em que os bombeiros improvisaram piscinas de contenção, atrás da empresa, para despejar a água que se misturou com a carga durante o combate do incêndio químico.  “O dique está em fase final de recuperação, um deles já foi fechado e começou o plantio da vegetação”, conta Voltolini.

A reportagem do Notícias do Dia tentou entrar em contato com os proprietários da Global Logística. Porém os celulares de Cláudio Pereira dos Santos e Nelson Possamai estavam desligados.



32 empresas fiscalizadas

Entre os dias 8 e 10 de outubro o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) fiscalizou em conjunto com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, os Bombeiros Militares, Fatma (Fundação do Meio Ambiente) e Polícia Militar Ambiental, 32 empresas de São Francisco do Sul que trabalham com armazenagem ou transporte de cargas químicas. De acordo com o engenheiro agrônomo Gilmar Jacobowski, diretor do CREA em Joinville, 20 acabaram notificadas.

“Elas estavam sem o registro ou responsável técnico. Algumas realizavam atividade incompatível com o cadastro social”. No entanto, Jacobowski relata que os proprietários destas empresas foram receptivos com a fiscalização e se prontificaram a fazer a regularização exigida.  Ele aponta que o resultado da vistoria foi positivo.“Foi muito positivo, as empresas de São Francisco do Sul mantém 90% das questões legalizadas”.

Com base na fiscalização, a Secretaria de Meio Ambiente prepara um relatório individual para cada empresa que será entregue para cada empresa vistoriada. Nele constarão os ajustes de precisam ser feitos e o prazo para conclusão dos mesmos. “Encontramos poucas irregularidades, mas entregaremos um relatório individual para cada empresa, apontando os ajustes necessários e o prazo”.

Voltolini destaca também que participa de reuniões com o Porto e o TESC para definir detalhes do link que estará disponível no site da autarquia estadual, com informações detalhadas sobre as cargas exportadas e importadas através do município. No endereço, que poderá ser acessado pelos órgãos competentes e empresas ligadas ao setor, haverá detalhes sobre as características física dos produtos, em qual depósito ficará armazenado e como proceder caso ocorra algum acidente.

Fonte: Notícias do Dia

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