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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ministério estima em 577 mil os novos casos de câncer no Brasil em 2014

Estudo divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Saúde estima que haverá 576.580 novos casos de câncer diagnosticados no país em 2014. Entre os que devem ter maior incidência, estão os de pele, próstata e mama, segundo o ministério.


A previsão, de acordo com o governo, é que o tumor de pele não melanoma, considerado o mais frequente na população feminina e masculina, atinja 182 mil pessoas no próximo ano, equivalente a 31,5% do total.

Na sequência, segundo a previsão do ministério, são esperados, aproximadamente, 69 mil novos casos de câncer de próstata em 2014. Em relação às mulheres, diz o Ministério da Saúde, o câncer de mama deve atingir mais de 57 mil casos.

Segundo o estudo divulgado nessa quarta, dia em que se comemora o Dia Nacional de Combate ao Câncer, “com exceção do câncer de pele, a ocorrência de novos casos da doença no próximo ano será de 394.450, sendo 52% em homens e 48% em mulheres”. Além dos cânceres de pele, próstata e mama, segundo o Ministério da Saúde, os mais comuns no Brasil são os de intestino, pulmão e estômago.

A previsões de novos casos de câncer, divulgadas a cada dois anos, servem de base para a elaboração de políticas públicas na área de oncologia. No documento, elaborado pelo Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca), estão relacionados os 19 tipos de cânceres mais frequentes no Brasil.

Entre as estimativas para as regiões, em 2014 devem surgir 299,7 mil casos no Sudeste, 116,3 mil no Sul, 99,06 mil no Nordeste, 41,4 mil no Centro-Oeste e pouco mais de 20 mil no Norte.

O Ministério da Saúde informou que o câncer é, atualmente, a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo, “atrás apenas das doenças cardiovasculares”. Segundo o levantamento do governo, em 2011 foram registradas 184.384 mortes por câncer em todo o país.

“No caso do Brasil, a estimativa para 2014 é 11% maior que o total de novos casos esperados dois anos atrás (520 mil). Melhorias na quantidade e qualidade da base de dados podem ter interferido no índice, uma vez que o número é calculado com base nas taxas de mortalidade dos estados e capitais brasileiras”, informou em nota o ministério.

Segundo o ministro Alexandre Padilha, o governo deve investir na rede pública de saúde cerca de R$ 4,5 bilhões para diagnóstico e tratamento de câncer no próximo ano. Para Padilha, o aumento na expectativa de vida da população também “chama a atenção” do governo.

“Esse crescimento anual só reforça a prioridade que o câncer tem que ter em saúde pulica no SUS [Sistema Único de Saúde] hoje. (…) O aumento na expetativa de vida da população também chama a atenção do SUS para a prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de qualidade no SUS”, afirmou o ministro.

Homens – As estimativas do governo apontam que os devem ser registrados cerca de 70 casos de câncer de próstata a cada 100 mil homens, 16 casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão, 15 casos de câncer de cólon e reto, além de 13 casos de câncer no estômago. Demais cânceres como na cavidade oral, esôfago, laringe e bexiga integram a lista.

Mulheres – As estimativas mostram que devem ser registrados mais de 56 casos de câncer de mama a cada 100 mil mulheres, 17 casos de câncer de cólon e reto, e 15 casos de câncer de colo e útero. Cânceres na glândula tireoide, corpo do útero e ovário também estão na lista do ministério.

Números “não assustam” – Ao G1, o coordenador de Prevenção e Vigilância do Inca, Claudio Noronha, disse que os números da estimativa divulgados nesta quarta-feira “não assustam”, mas “chamam a atenção”.

“Os números não assustam, dentro das expectativas, mas chamam a atenção. É preciso organizar os sistemas de saúde públicos, para que a prevenção, o diagnóstico e o tratamento sejam feitos da melhor maneira para estas pessoas”, afirmou.

Noronha disse ainda que a estimativa de cerca de 577 mil casos está diretamente relacionada a quatro fatores. “Os fatores de risco são, na maioria dos casos, tabagismo, alimentação inadequada, falta de atividade física e consumo exagerado de bebida alcoólica”, afirmou. 

Fonte: G1

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