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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A Georrastreabilidade da pecuária de corte é viável economicamente? por Sérgio Gomes Tôsto e Ricardo Guimarães Andrade

Globalmente, os produtos de origem animal proporcionam um sexto da energia e mais de um terço da proteína da alimentação humana. Parte destes nutrientes vem de material que seria consumido diretamente pelo homem, que é convertido pelos animais em alimentos de alta qualidade.


As projeções de consumo indicam grandes aumentos na demanda per capita de produtos de origem animal, principalmente nos países em desenvolvimento. Para atender à demanda crescente, as condições intensivas em que os alimentos são produzidos, processados e comercializados, têm passado por muitas mudanças. Uma preocupação maior é a busca cada vez maior, por alimentos seguros.

Deste modo, colocada mundialmente na “ordem do dia”, a segurança alimentar implicou no desenvolvimento de um novo conceito: o da rastreabilidade – muito mais amplo do que se imaginava a princípio, pois deixou de ser aplicado a partir da indústria (como já era comum), passando a estender-se da “fazenda à mesa”, desde os processos iniciais de produção da matéria-prima do futuro alimento.

No Brasil, a implantação de sistemas de rastreabilidade da produção é atrelada ao SISBOV (Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina), que segue a norma do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Esta norma, se materializa na forma de uma escrituração zootécnica mais apurada, onde todas as informações referentes ao processo de produção devem ser levadas em consideração como manejo geral dos animais, controle ambiental, controle sanitário, controle da nutrição (origem e qualidade dos insumos utilizados na formulação de suas dietas precisam estar claramente transcritas para que o produto chegue ao consumidor em condições favoráveis de aquisição e consumo).

Recentemente, surgiu o conceito de georrastreabilidade que incorpora o espaço geográfico numa análise integrada dos processos de produção, aliando as práticas tradicionais de rastreabilidade com a visão espacial e temporal do sistema de produção. A componente espaço-temporal se destaca, pois abrange fatores intrínsecos ao meio ambiente na implementação de um sistema que além de possibilitar alimentos seguros seja também ecologicamente correto.

Muito além dessas preocupações, fica no ar duas perguntas cruciais de suma importância para o desenvolvimento pleno do processo de georrastreabilidade da pecuária, ou seja, “ A georrastreabilidade é economicamente viável? Qual o impacto econômico para o pecuarista?

Através do projeto de pesquisa Sistema de Geodecisão para Rastreabilidade e Produção Sustentável da Bovinocultura de Corte (GeoRastro) liderado pela Embrapa Monitoramento por Satélite que além de conduzir planos de ações sobre os processos da georrastreabilidade se dedicará a estudar os custos relativos a implantação de um modelo de exploração da pecuária de corte onde serão levantados e computados através de mecanismos adequados os custos de produção de exploração da pecuária com o uso da georrastreabilidade objetivando obter indicadores econômicos que nos permitam responder com mais acurácia as perguntas formuladas neste texto.

Sérgio Gomes Tôsto – Engenheiro Agrônomo, Pesquisador A da Embrapa monitoramento por Satélite, Dr. em desenvolvimento, Espaço e Meio Ambiente, email: sergio.tosto@embrapa.br

Ricardo Guimarães Andrade – Engenheiro Agrícola, Pesquisador A da Embrapa Monitoramento por satélite, Dr. em Meteorologia Agrícola, email: Ricardo.andrade@embrapa.br

Fonte: EcoDebate

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