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terça-feira, 15 de julho de 2014

A vez da lavoura inteligente

De Blumenau, a Senior aproveita a proximidade com os produtores do Rio Grande do Sul e do Paraná para despontar como fornecedora de softwares de gestão para o agronegócio


Em breve, os softwares de gestão deixarão de ser uma prerrogativa de grandes indústrias e empresas – serão também uma ferramenta essencial no dia-a-dia dos produtores agrícolas. Esta é aposta da Senior, desenvolvedora de softwares com sede em Blumenau, em Santa Catarina. Desde 2012, a empresa vem aportando mais de R$ 1 milhão por ano no desenvolvimento de soluções inovadoras para o agronegócio. “Acompanhamos o crescimento do setor e criamos uma força na companhia para o desenvolvimento de aplicações específicas”, conta Hermínio Gastaldi, diretor de mercado da Sênior – que conta, atualmente, com seis filiais em várias regiões do país e cerca de 100 canais de distribuição.

Gerenciar uma propriedade rural exige a capacidade de controlar uma série de fatores completamente distintos, que vão muito além de manejo do solo, acompanhamento do clima, plantio, colheita  e combate de pragas. À medida que os negócios crescem, é preciso profissionalizar a gestão dos procedimentos administrativos, financeiros, comerciais, industriais e logísticos da propriedade ou empresa. E é nesse sentido que as soluções ERP (sigla de “Enterprise Resource Planning”, em inglês) entram em cena. Também conhecidos como Sistemas Integrados de Gestão Empresarial (SIGE ou SIG), esses softwares facilitam o controle das informações de todas as áreas do negócio e, assim, agilizam a tomada de decisões.

Tradicional em companhias de grande porte, o uso de sistemas ERP começa a se tornar comum em médias empresas. Esse processo fez com que, só no Brasil, o segmento crescesse a uma média de 11% nos últimos anos, segundo a consultoria IDC. A tendência é de que esse índice se mantenha nos próximos anos, principalmente devido à popularização do ERP em segmentos que, até então, só aplicavam a tecnologia em seus sistemas de produção – como o agronegócio.

No entanto, ainda há vários desafios para que o software seja utilizado em larga escala no campo. “Trabalhamos com sistemas de operação como cloud computing, gestão de RH e controle do maquinário. Já o produtor ainda está focado em tecnologias como genética e reprodução”, analisa Hermínio Gastaldi.

Para quebrar esse tipo de resistência, a Senior faz o possível para entender quais são as demandas da propriedade e adaptar seus sistemas às  necessidades do produtor. A empresa conta com pelo menos dois analistas trabalhando em cada projeto para o agronegócio. Se a ideia é criar uma ferramenta para a gestão de uma propriedade cafeeira, por exemplo, um dos analistas percorre a propriedade para conhecer todo o processo de produção – da escolha das melhores variedades para o plantio até a exportação. Com essas informações em mãos, o outro profissional fica responsável pelo planejamento do sistema propriamente dito. “Todos os nossos projetos partem, primeiro, de uma análise sobre as soluções de gestão que podem trazer um retorno real para os produtores”, diz Gastaldi. “Se necessário, buscamos soluções no mercado, seja através de aquisições ou de parcerias”.

Entre os clientes da Senior estão empresas como a produtora e exportadora de frutas Agropel, a produtora de sementes Jotabass, a multinacional italiana de flores Lazzeri Agricultural Group e a fornecedora de óleo de palma Agropalma – além da Cooperativa Tritícola Regional de Santo Ângelo (Cotrisa), no Rio Grande do Sul. O maior potencial de crescimento dos negócios no setor se concentra nos mercados gaúcho e paranaense – o que torna a localização da empresa em Blumenau particularmente estratégica. Mas a Senior também olha para mais longe, especialmente no centro-oeste, onde a estrutura fundiária permite o desenvolvimento de uma agricultura de altíssima escala – com processos mecanizados e gestão profissional. É mais uma empresa que desponta na esteira do agronegócio inteligente.

Fonte: Valor Econômico

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