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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Alemanha e China se destacam nos diálogos climáticos de Petersberg

Terminam nesta terça-feira (15), em Berlim, os Diálogos Climáticos de Petersberg, evento de dois dias que reúne representantes de 29 países com o objetivo de debater o que pode ser feito para lidar com as mudanças climáticas. Já se pode dizer que dois dos destaques do encontro foram os anfitriões e a China.

A chanceler Angela Merkel, recém-chegada do Rio de Janeiro, onde assistiu à seleção alemã ser tetracampeã mundial, anunciou que seu país colocará à disposição do Fundo Climático Verde (GCF, na sigla em inglês) €750 milhões, mas não deu informações sobre quando isso acontecerá. A ONU espera arrecadar ainda neste ano US$ 15 bilhões para o fundo, que tem como missão financiar ações de mitigação e adaptação climática.

“Sabemos os custos se não agirmos para combater as mudanças climáticas (…) As principais economias do mundo devem liderar as ações através do corte das emissões de gases do efeito estufa e do investimento em energias limpas”, declarou Merkel.

A chanceler também deu uma de suas primeiras manifestações públicas de apoio a uma meta mais ambiciosa de redução de emissão para a União Europeia. Analistas acreditam que, sem a influência alemã, o bloco não conseguirá adotar objetivos mais significativos.

“Temos que reduzir as emissões em 40% na União Europeia [até 2030] e aumentar a fatia das renováveis na matriz para 27%”, disse.

Merkel afirmou ainda estar otimista quanto ao futuro depois de uma visita recente a Pequim.
“Testemunhei sinais positivos na China, e percebi que o governo chinês tem noção do tamanho de sua responsabilidade para com o clima do planeta (…) Precisamos ser claros, não queremos que nenhum país renuncie a busca por riqueza e prosperidade, mas todos temos que trabalhar para proteger o clima”, completou.

Limite de Carbono na China

Parece mesmo que os chineses estão cooperando mais do que no passado, quando eram os principais obstáculos nas negociações climáticas. O líder da delegação chinesa em Berlim, Xie Zhenhua, afirmou em uma coletiva de imprensa que uma das possíveis contribuições de seu país para o novo acordo climático será o estabelecimento de um limite para as emissões.

“Estudos e pesquisas estão em andamento, e, talvez, no primeiro semestre de 2015, possamos anunciar um teto para nossa liberação de carbono e em que ano isso será alcançado”, disse Zhenhua.
Assim, o que fica claro é que as emissões chinesas provavelmente seguirão aumentando, mas que, pelo menos, um pico já deve estar próximo. De acordo com a consultoria Bloomberg New Energy Finance (BNEF), a previsão é que o consumo do carvão na China só pare de crescer em 2024. Dessa forma, o limite de carbono deve se dar por volta do mesmo ano.

No entanto, Zhenhua deixou claro que qualquer ação do seu país depende de contrapartidas das nações mais ricas. Segundo o negociador, os emergentes não podem arcar com as medidas mais rigorosas, já que quem provocou a crise climática foram os grandes emissores históricos, como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

Ele também declarou que, se o novo acordo climático, que substituirá o Protocolo de Quioto em 2020, quiser mesmo estabelecer metas para os emergentes, será preciso que as nações ricas se comprometam a ajudar.

“O acordo final precisa ter garantias de que haverá transferência de tecnologias limpas e de financiamento. Não vamos abrir mão da nossa principal missão, que é melhorar a economia e a vida dos nossos cidadãos”, concluiu.

Fonte: Mercado Ético

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