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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Seca no noroeste paulista prejudica até lavoura com irrigação mecânica

A chuva que chegou ao noroeste paulista nesta semana refrescou o tempo, melhorou a qualidade do ar, mas não fez praticamente nada no nível dos rios. A situação, que já era drástica para o agronegócio, agora atinge até quem tem plantações com irrigação mecânica. Em alguns casos o equipamento está parado porque a água não é suficiente.


No distrito de Engenheiro Schmitt, em São José do Rio Preto (SP), o córrego do Cedro passa pela propriedade do produtor rural Nilton César Alves. Segundo ele, ficar em pé no meio do córrego, há 30 anos, era impossível, tarefa mais tranquila atualmente. “O córrego está com menos de 20 cm de água corrente, antes era no mínimo 1,70 metro, está muito seco”, afirma o produtor rural.

Em 2001, ele conseguiu autorização do Departamento de Água e Energia para usar a água do córrego para irrigar a plantação de milho que tem. O problema é que o córrego nunca esteve tão seco. O reservatório do produtor, capaz de armazenar mais de um milhão de litros de água, está vazio e os pés de milho estão secos. “Tive um prejuízo de mais de R$ 25 mil com esta seca por causa da minha lavoura, que não cresceu”, afirma.

Diante da falta de chuva, quem ainda está conseguindo tirar de córregos e rios a água está tendo de fazer novos investimentos. Como é o caso do produtor rural Ricardo Robles, de Adolfo (SP). Ele teve de aumentar a tubulação para dar conta de irrigar os mais de 400 mil pés de laranja. “Se o rio baixar mais ainda o nível, terá de ser feito um novo investimento maior, em torno de R$ 50 mil”, afirma.

Ele já investiu em equipamento de uso racionado da água, como o sistema de gotejamento e as roçadeiras ecológicas. “Ela roça o vão da rua e joga no pé de laranja, criando uma camada para proteger o solo, prolongando mais a umidade do solo”, diz.

Para o engenheiro agrônomo Stocler de Andrade, o momento na região noroeste paulista é de cautela com a falta de água. “Dá para ver que nas barragens os volumes estão baixos, se continuar assim, os equipamentos de irrigação precisam ser mudados de lugar, então é preciso ter conscientização no uso”, afirma. 

Fonte: G1

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