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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Brasil terá quase uma "Belo Monte eólica" em 2020, projeta EPE

Com abordagem exclusiva em fontes de energia eólica, o Leilão de Reserva de 2013, previsto para 23 de agosto, recebeu um número recorde de inscrições: ao todo foram cadastrados 655 projetos de parques eólicos, que juntos somam 16.040 MW de potência. O início de suprimento de energia elétrica está marcado para ter início em 1º de setembro de 2015.
“É o maior número de projetos já inscritos em um leilão do tipo no mundo”, afirmou na terça-feira, 11 de junho, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, ao revelar a conclusão do cadastro.

A Bahia é o estado com o maior número de inscritos, 238 ao todo, que somam 5.854 MW. Em seguida, aparece o Rio Grande do Sul, com 153 projetos inscritos, e total de 3.437 MW inscritos. O Ceará vem em terceiro, com 77 empreendimentos inscritos e 1.797 MW.

Cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia fornecer cinco vezes mais de energia se ela fosse gerada em campos eólicos.
Tolmasquim ressaltou o ritmo intenso de crescimento do setor nos últimos anos e afirmou que, em 2020, o Brasil terá quase uma Belo Monte em capacidade de geração de energia a partir dos ventos. O presidente da EPE destacou ainda a complementariedade entre a geração hidroelétrica e eólica. “Em geral há mais vento em períodos secos, em que chove menos”, observou.

A participação eólica na matriz energética brasileira deve obter o maior crescimento entre as diversas fontes de energia, saltando dos atuais 2% para 8% em oito anos, segundo Tolmasquim. O uso do vento para gerar energia no país cresceu 73% em 2012, beneficiando 5 milhões de brasileiros por mês. E a discussão sobre as fontes eólicas ganharam ainda mais fôlego no início de 2013, quando, diante de baixos níveis de reservatórios nas hidrelétricas, o país passou pelo risco de novos apagões ou racionamento. Para lidar com o problema, o governo usou as termoelétricas em caráter emergencial.
Mas apesar dos argumentos ambientais e econômicos favoráveis, uma série de entraves ainda limitam a expansão da energia eólica e deixam seu aproveitamento no país muito aquém de todo seu potencial.

Desafios

Segundo um levantamento feito pela organização não governamental Greenpeace em 2012, cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia fornecer cinco vezes mais de energia se ela fosse gerada em campos eólicos.

Falta de planejamento em longo prazo, insuficiência nas linhas de transmissão, baixo investimento em pesquisas e desenvolvimento tecnológico e escolha do governo por carvão são alguns dos obstáculos ao desenvolvimento ainda maior da energia eólica no Brasil.

Fonte: Mercado Ético

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