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quinta-feira, 13 de junho de 2013

OMS lança ferramenta para calcular custos das mudanças climáticas à saúde humana

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou na última semana uma nova ferramenta de análise que visa auxiliar o planejamento de adaptação da saúde às mudanças climáticas.

A ferramenta é um guia passo-a-passo que estima os custos associados aos danos à saúde devido às mudanças climáticas em níveis nacional e subnacional, os custos relevantes para a adaptação em vários setores para proteger a saúde em níveis nacional e subnacional, e a eficiência de medidas de adaptação, ou seja, a comparação do custo de adaptação em relação aos retornos esperados ou custos evitados para a saúde.

Para calcular os custos de saúde e adaptação, a ferramenta sugere que sejam seguidos quatro passos: a definição da extensão do objeto de estudo; a escolha de métodos, dados, fontes e análises; a comparação entre danos e custos de adaptação; e a apresentação de resultados.

Segundo o guia, por exemplo, áreas com alto risco de precipitação acima do normal e eventos climáticos extremos podem levar a enchentes, que podem causar danos infraestruturais, interrupção da mobilidade, interrupção dos cuidados à saúde e de fornecimento de itens básicos e realocação.

Por sua vez, essas ocorrências estão ligadas ao aumento da mortalidade (por afogamento, por exemplo) e morbidez (doenças respiratórias, infecciosas, intoxicação), principalmente entre idosos e os que trabalham para reparar a situação.

Para evitar esse problema, a ferramenta sugere que sejam evitadas áreas propensas a enchentes, adotados planos estruturais e não estruturais de prevenção, identificadas populações vulneráveis, instalados sistemas de alerta, criados planos de evacuação e áreas de refúgio planejadas, fornecidos água potável e alimentos etc.

Já as secas podem afetar a produtividade das colheitas e ocasionar mais mortes de animais, pestes, realocações e incêndios, que por sua vez podem causar má-nutrição, deficiência de micronutrientes, riscos de doenças infecciosas, fornecimento de água e serviços de saneamento inadequados, infecções respiratórias agudas e sarampo, principalmente em crianças e mulheres.

Para resolver essa questão, o guia indica que devem ser instalados sistemas de alerta, fornecidos alimentos, água e outras provisões nutricionais necessárias, criadas áreas de migração, mobilizados recursos internacionais etc.

Além do manual com essas informações, disponível online, a ferramenta também apresenta planilhas do Excel, disponíveis mediante pedido, para calcular os custos. Os dados necessários para utilizar as planilhas podem ser obtidos em avaliações nacionais e subnacionais sobre saúde ou estudos específicos sobre saúde.

O secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) sustenta que cerca de US$ 73 bilhões por ano serão necessários para medidas de adaptação até 2030, incluindo US$ 5 bilhões para gastos diretos do setor de saúde e mais de US$ 25 bilhões para setores que influenciam a saúde pública, como fornecimento de água e saneamento.

Entretanto, de acordo com a OMS, infelizmente ainda existem poucos exemplos de estimativas dos custos da adaptação do setor da saúde às mudanças climáticas nos planos de adaptação dos países.

Fonte: Mercado Ético

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