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segunda-feira, 10 de junho de 2013

No Rio, usina vai transformar o lixo de Gramacho em energia limpa

Transformar o lixo em energia limpa é um desafio que virou realidade com a início das atividades da Usina de Biogás do Aterro Metropolitano de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Instalada no antigo lixão, a primeira usina de gás verde do país vai atender a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras.
A usina tem capacidade para suprir 10% da demanda energética da Reduc, com uma produção anual de 70 milhões de metros cúbicos (m³) de gás verde. A obra durou quatro anos e teve investimentos de R$ 240 milhões, com parceria da Prefeitura do Rio e apoio da Petrobras.

O biogás é gerado a partir da decomposição da matéria orgânica do Aterro de Gramacho e em seguida é captado por 301 poços de coleta distribuídos na região. Depois, o produto é transportado por tubulações até a usina de coleta e processamento, onde passa por várias etapas de purificação até atingir o padrão de qualidade exigido pelas especificações técnicas da Petrobras.

O biogás purificado, que será comercializado com a marca registrada Gás Verde, é então bombeado para a Reduc por meio de um gasoduto exclusivo, com seis quilômetros de extensão. A proposta para o futuro é que o biocombustível possa ser produzido para atender o consumo residencial, comercial e veicular.

De acordo com o diretor do Consórcio Novo Gramacho, que integra as empresas Biogás, Synthesis e a construtora J. Malucelli, Paulo Tupinambá, entre as vantagens do biogás estão a inibição de gás carbônico na natureza, as receitas geradas com créditos de carbono, além de benefícios para os municípios do Rio e de Duque de Caxias.

“O biogás é composto por 50% de gás carbônico e 50% de metano gerado da decomposição da matéria orgânica aterrada em Gramacho, o chorume. Se esse gás vai para a atmosfera, o impacto é 24 vezes pior do que o efeito estufa. A usina trata, queima e purifica o biogás que será vendido à Reduc. Ganha o ambiente e ganha a Petrobras, que passa a ter um excedente de gás limpo,” explicou.

Durante 35 anos, o Aterro de Gramacho foi o principal destino de cerca de 80 milhões de toneladas de lixo do Rio de Janeiro e de municípios vizinhos, tendo se transformado no maior aterro da América Latina. Às margens de um manguezal na Baía de Guanabara, o local foi uma fonte de trabalho para centenas de catadores. O aterro fechou em junho de 2012 e a partir daí o lixo passou a ser levado para a Central de Tratamento de Resíduos de Seropédica, na região metropolitana do Rio.

O projeto de aproveitamento energético do biogás do Aterro Gramacho foi aprovado recentemente pela UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change) e registrado em maio de 2013 para fins de certificação de créditos de carbono, que serão comercializadas no futuro.

Fonte: Agência Brasil

Um comentário:

  1. Falta registrar que o aterro esta encima do manguezal da baia de Guanabara, uma Área de Preservação Permanente - APP como podem notar o código florestal de 1965 já previa o uso e ocupação de app somente pelo poder publico, não consigo compreender como a prefeitura do Rio de Janeiro pode ser proprietária de terra criada em cima de manguezal em outra cidade e ainda ser beneficiada pelos ganhos na venda de créditos de carbono do lixão de outra cidade, gostaria de debate a legalidade disso, hoje a prefeitura do Rio de Janeiro joga lixo em cima do aquífero piranema na cidade de Seropédica no futuro ira ganhar créditos de carbono por isso...ontem foi a baia de Guanabara que perdeu e a cidade de Duque de Caxias, amanha será a qualidade da água potável no lençol freático da baixada fluminense, chamam isso de tecnologia sustentável (economia verde). Ainda o ISS desses serviços serão pagos em suas respectivas sedes no rio de janeiro, existe legislação sobre créditos de carbono? Os catadores aguardam as promessas na epoca do encerramento do lixão...

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