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sexta-feira, 26 de julho de 2013

China investirá US$ 277 bilhões para combater poluição


A China investirá US$ 277 bilhões para combater os altos níveis de poluição de suas cidades durante os próximos cinco anos, o que faz parte das medidas de um plano aprovado em junho, informou nesta quinta-feira a imprensa local.

No país, aproximadamente 20% dos casos de câncer de pulmão são causados pela poluição. O diretor do Departamento de Prevenção e Controle da Poluição do Ministério de Proteção Ambiental da China, Zhao Hualin, confirmou que o Conselho de Estado aprovou a liberação da verba no mês passado, quando emitiu o Plano de Ação e Controle para Prevenir a Poluição do Ar (2013- 2017).

De acordo com o jornal oficial China Daily, o documento é o segundo que o país lança em dois anos para enfrentar a severa contaminação do ar, que só em 2012, de acordo com Greenpeace, causou cerca de 8,5 mil mortes prematuras em Pequim, Xangai, Cantão e Xian.

Zhao disse que a maioria das partículas poluentes na China são geradas pela indústria petroquímica e de revestimento. Recentemente, o setor petroquímico gerou controvérsia no país quando foi revelado que operava sem respeitar os padrões de qualidade internacionais. O vice-presidente da Academia Chinesa para o Planejamento Ambiental e que participou da elaboração do plano, Wang Jinnan, disse que terão prioridades as regiões com altos níveis de poluição e de partículas poluentes.

As medidas para combater a contaminação do ar serão realizadas em Pequim, Tianjin e na província de Hebei, onde em janeiro deste ano foram registrados níveis de poluição extrema. O objetivo é reduzir em 25% as emissões de carvão até 2017. O governo chinês lançará ainda mais dois planos para enfrentar a poluição, particularmente dirigidos a prevenir e controlar a contaminação do ar e da água e melhorar o ambiente rural.

A agressão ao meio ambiente é uma das grandes preocupações da população chinesa: em 2012, 76,1% das principais cidades do país registraram níveis de contaminação atmosférica acima do que é considerado seguro segundo os padrões chineses. Em janeiro deste ano, Pequim registrou seus piores dias de poluição atmosférica em toda sua história, até o ponto das autoridades recomendaram aos moradores que não saíssem de suas casas.

Depois do arpocalipse de janeiro, a prefeitura de Pequim anunciou um investimento de 100 bilhões de yuans (R$ 32,7 bilhões) em três anos para tratar da poluição do ar e esgotos. Foto: Fernanda Morena / Especial para Terra

O investimento do plano atual equivaleria a mais da metade das medidas de estímulo que a China gastou em 2009-2010 para combater a crise financeira mundial,

Em 2010, a contaminação ambiental produziu na China perdas econômicas no valor de 1,1 trilhões de iuanes (US$ 176 bilhões), o equivalente a 2,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB), segundo um estudo estatal.

Diante do desafio de melhorar a qualidade do ar e dos protestos da população, o governo chinês prometeu no final de janeiro “medidas ativas” para controlar a contaminação, e inclusive concedeu aos tribunais autoridade para condenar à morte indivíduos responsáveis por casos graves de poluição.

Depois, em junho, o Conselho de Estado aprovou novas medidas para combater a contaminação do ar, entre elas frear o crescimento de indústrias que requerem um alto consumo energético e fortalecer a aplicação e cobrança de impostos e sanções às empresas segundo suas emissões. 

Fonte: Terra

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