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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Sequenciamento do genoma do óleo de dendê pode ajudar produtividade

 

O sequenciamento do genoma do óleo de dendê, também conhecido como óleo de palma, permitiu aos cientistas identificar um gene essencial para aumentar a produtividade da planta e diminuir a pressão sobre as florestas tropicais, segundo dois estudos a ser publicados na revista “Nature” desta quinta-feira (25), e antecipados online nesta quarta (24).

O óleo de dendê é a principal fonte de gordura vegetal do mundo, usada para para substituir a gordura trans em muitos alimentos. Mas, como o óleo é rico em gorduras saturadas, também não é recomendado pelos médicos, por oferecer risco à saúde cardiovascular.

Essa palmeira representa a primeira cultura de oleaginosas do planeta: 33% da produção mundial de óleo vegetal e 45% da fabricação de óleo comestível. Também é a mais produtiva, chegando a gerar de cinco a sete vezes mais óleo por hectare que o amendoim, e dez vezes mais que a soja.

Frente ao aumento da demanda global pelo óleo de dendê, para atender às demandas das indústrias alimentícia e de biocombustíveis, as superfícies plantadas aumentaram muito nos últimos anos, especialmente no Sudeste Asiático. Atualmente, esse plantio é considerado um dos maiores responsáveis por desmatamentos destrutivos.

Mas, segundo os dois estudos apresentados na “Nature” pelo Escritório de Óleo de Palma da Malásia (MPOB), é possível ajudar a melhorar a cultura no mundo. Para isso, o MPOB analisou o genoma das duas principais espécies de óleo de dendê: a Elaeis guineensis, nativa da África Ocidental e mais comum; e a Elaeis oleifera, nativa da América Latina. A Malásia é o segundo maior produtor do óleo, atrás apenas da Indonésia.

Os pesquisadores identificaram um gene específico, denominado “Shell”, que determina a natureza da casca do fruto. Existem três variedades de palmeiras, que se distinguem entre si pela espessura da casca. O tipo “Dura” é caracterizado pela casca grossa; o tipo “Pisifera” pela falta de casca (mas essa palmeira geralmente não produz fruto); e o tipo “Tenera” é um híbrido dos anteriores, caracterizado pela finura da casca.

O tipo “Tenera” contém uma versão normal do gene “Shell” e uma versão com mutação, combinação que se traduz por um rendimento de óleo por fruto 30% maior que o tipo “Dura”.

O óleo de dendê também tem um ciclo reprodutivo muito longo: são necessários até seis anos para que os produtores determinem o tipo de muda. A obtenção de um marcador genético, portanto, permitiria acelerar o processo de seleção e reduzir a superfície cultivada.

“Essa descoberta poderia ajudar a conciliar os interesses conflitantes entre a crescente demanda mundial por óleos e biocombustíveis, de um lado, e a preservação das florestas, do outro”, declarou um dos autores do estudo, Rajinder Singh, do MPOB. 

Fonte: G1

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