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terça-feira, 23 de julho de 2013

Produção de energia nos EUA faz a terra tremer — pra valer


A edição desta semana da revista Nature estabelece uma ligação entre a produção de energia e os terremotos de grande escala nos Estados Unidos. As causas? Métodos para extrair gás natural, a produção de energia geotérmica e outros processos de geração que demandam a injeção de fluidos subterrâneos. Na lista entra a produção de gás de xisto, fonte de energia polêmica que está revolucionando a matriz americana.

Estudos recentes corroboram a relação. Um deles, realizado pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS ) indica que o número de terremotos aumentou dramaticamente ao longo dos últimos anos, na região e central e leste dos Estados Unidos.

Mais de 300 terremotos acima de magnitude 3,0 ocorreram a cada três anos entre 2010-2012, em comparação com uma taxa média de 21 eventos por ano, observadas entre 1967 e 2000.

Os cientistas da USGS descobriram que em alguns locais o aumento da atividade sísmica coincide com a injeção de efluentes em poços de descarte. Subproduto da produção de óleo e gás, a água que é salgada ou contaminada por produtos químicos deve ser eliminada de uma forma que impeça a contaminação de fontes de água doce.

Muitas vezes, o caminho de injetá-los no subsolo, bem abaixo de quaisquer aquíferos que fornecem água potável, é o mais econômico para “sequestrar” geologicamente tais efluentes.

A maioria desses tremores foram pequenos, mas alguns já ultrapassaram a magnitude 5.0, diz o estudo, que cita um evento de magnitude 5,6 que atingiu Oklahoma em 6 de novembro de 2011, danificando 14 casas e ferindo duas pessoas.

Um segundo estudo, feito pelo Earth Observatory da Universidade de Columbia, em Nova York, indica que pelo menos metade dos terremotos de magnitude superior a 4,5 que atingiram o interior Estados Unidos na última década ocorreram perto dos locais de injeção de fluídos.

A suspeita é de que o aumento da atividade em poços de gás natural alterou tensões em áreas suscetíveis a terremotos, aumentando a pressão de poros fluidos nas rochas subterrâneas, lubrificando falhas pré-existentes e deixando-as mais propensas à ruptura. 

Fonte: Exame.com

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