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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Estudo confirma predisposição genética à esquizofrenia

Estudo sobre nova técnica para tratar da esquizofrenia foi publicado no site da revista ‘Nature’.


Um estudo publicado nesta terça-feira (22) na revista britânica Nature identificou mais de cem variações genéticas associadas com o risco de desenvolver esquizofrenia. A pesquisa aponta novas pistas para a compreensão das causas desta doença complexa e formas de tratá-la com mais eficiência.

O estudo, realizado por um consórcio internacional de geneticistas, é o maior realizado até hoje na área da psiquiatria. Contou com a participação de 150 mil indivíduos, incluindo 37 mil pacientes.

A partir de 80 mil amostras, os cientistas identificaram 128 variedades genéticas independentes, em 108 regiões precisas do genoma humano, sendo 83 delas inéditas e suscetíveis de contribuir a uma predisposição para a doença. A maioria destas variações tem relação com genes envolvidos na transmissão de informação entre os neurônios e as funções essenciais da memória e da aprendizagem.

A esquizofrenia, que geralmente aparece na adolescência ou em jovens adultos, afeta mais de 24 milhões de pessoas no mundo. A doença se manifesta por meio de crises agudas de psicose, podendo incluir alucinações e delírios, bem como sintomas crônicos que resultam em problemas emocionais e intelectuais.

Atualmente, existem tratamentos disponíveis, mas a sua eficácia deve ser melhorada, enfatizam os pesquisadores. Os medicamentos tratam os sintomas da psicose, mas têm pouco efeito sobre a diminuição da capacidade cognitiva dos pacientes.

Outras associações observadas entre genes relacionados com a imunidade e o risco de esquizofrenia reforçam a hipótese de uma ligação entre a doença e uma disfunção do sistema imune.

“Estes novos resultados poderiam encorajar o desenvolvimento de novos tratamentos para a esquizofrenia”, acredita Michael O’Donovan, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, responsável pela pesquisa.

“O estudo confirma que a genética é um fator importante na doença”, dizem os especialistas associados ao projeto.

Fonte: EcoDebate

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