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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Fontes alternativas reduzem custos com energia elétrica

O Brasil é o décimo maior consumidor de energia do mundo e o maior da América do Sul. Devido à imensa quantidade de rios existentes no território nacional, 73,63% da energia produzida no país tem como fonte geradora as hidrelétricas.

A energia elétrica é a principal fonte para a maioria das empresas. Como no Brasil o preço da energia é um dos mais altos do mundo, este é um item que representa um alto custo para a produção. Portanto, fazer uso eficiente da energia é vital para um bom desempenho e até mesmo para aumentar a competitividade das empresas. Além disso, é preciso pensar em adotar novas fontes energéticas, especialmente as renováveis como eólica e solar.

“Uso eficiente de energia nas empresas” será tema de um dos painéis do 4º Seminário Sebrae de Sustentabilidade, de 29 a 31 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal. O painel terá a participação de Rolf Buschmann, falando sobre “Energias renováveis – Solar Info Center (Alemanha)”; “Eficiência energética no sistema de iluminação”, com Enedir Ghisi, da Universidade Federal de São Carlos (UFSC); e “Eficiência energética no sistema de motores elétricos”, com Sérgio Meldona, da Weg Motores. O painel terá como mediador Robert Zilles (USP). Informações e inscrições para o seminário estão no site www.sustentabilidadesebrae.com.br.

A questão energética é foco de atuação do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), cujo prédio é um exemplo para empresários e sociedade. Dotada de inúmeras soluções visando redução de consumo tanto para iluminação, quanto para conforto térmico, a edificação conquistou a etiqueta Procel Edifica, concedido pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica e Instituto Nacional de Metrologia Normalização Qualidade Industrial (Inmetro).

Para orientar empresários foi produzida a cartilha Eficiência Energética (disponível no site do Centro Sebrae de Sustentabilidade), da série Ideias de Negócios Sustentáveis do Sebrae, com informações visando maior economia e redução de gastos com esse insumo. Entre suas indicações estão: aquisição de equipamentos mais modernos, eficientes e com menor consumo de energia, bem como a substituição da energia elétrica por algum tipo de fonte renovável, como, por exemplo, a solar e a eólica (dos ventos).

O superintendente do Sebrae em Mato Grosso, José Guilherme Barbosa Ribeiro, destaca que as energias renováveis, especialmente a solar, são amplamente difundidas em países como Alemanha e China. “Mesmo sem ter a mesma incidência de sol do Brasil, eles dominam a tecnologia de células fotovoltaicas e implementam o uso de energia solar em residências e empresas, com redução do custo final de produtos e serviços, aumentando a competitividade”.

Geração própria de energia

Com o intuito de difundir as novas tecnologias de energia, o Sebrae-MT está implantando uma mini-usina para a geração de energia fotovoltaica (solar) na sede em Cuiabá. O projeto tem assessoria técnica da agência de implementação da cooperação alemã para o desenvolvimento Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH e apoio indireto da Universidade de São Paulo (USP). Além de reduzir custos de energia, servirá também como unidade de demonstração para as empresas.

O sistema de placas fotovoltaicas será implantado no telhado do estacionamento interno e também no prédio da sede do Sebrae irá gerar 150 KWP, suficiente para atender metade da demanda. “Esta e a primeira medida para fomentar o setor de geração de energia a partir de fontes alternativas em Mato Grosso”, destaca o líder da Unidade de Indústria do Sebrae-MT, José Valdir Santiago Júnior, acrescentando que o sistema é simples, porém funcional, podendo ser instalado em qualquer unidade consumidora. “É um sistema que todas as MPEs podem aplicar e já existem empresas em Mato Grosso interessadas no assunto”.

Santiago cita o marco regulatório do Ministério das Minas e Energia, que regulamenta a geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, como um importante passo para que o país avance nesse segmento. “Temos no Brasil uma média diária de 7 horas de insolação, no Piauí chega a 8, 9 horas por dia. Aqui em Mato Grosso, a região de Água Boa concentra a maior insolação do estado. Porque não tirar proveito econômico de todo esse potencial?”, questiona. Ele aponta ainda a energia eólica que representa 5% do mercado brasileiro.

Para o superintendente do Sebrae, é preciso mudar a lógica e ampliar os conhecimentos sobre sustentabilidade em todos os aspectos, especialmente sobre consumo de energia. Segundo ele, condomínios horizontais e verticais deveriam se preocupar em implantar sistemas alternativos de energia. “As construtoras precisam ver que um prédio sustentável aumenta inclusive seu valor de mercado”, alerta.

Serviço

4º Seminário Sebrae de Sustentabilidade
De 29 a 31 de julho, em Cuiabá (MT)

Fonte: Mercado Ético

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