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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Como os faraós eram embalsamados?

Os antigos egípcios não tinham uma única fórmula para fazer múmias. "Havia vários procedimentos, que variavam de acordo com a classe social da pessoa e seus costumes", afirma o egiptologista Arnaldo Brancaglion, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), da USP.
A técnica de mumificação mais comum começava com a retirada do cérebro, pelo nariz ou por uma abertura no crânio. Depois, era feito um corte na virilha esquerda, onde o embalsamador enfiava a mão para retirar todos os órgãos. O coração raramente era extraído, mas quando isso acontecia, ele era substituído por um amuleto em forma de escaravelho. Os órgãos ficavam guardados em um vaso chamado canopo, colocado perto da múmia. O corpo era, então, lavado com substâncias aromáticas e seu interior forrado com sachês de sal grosso, para sugar toda a umidade. Após um mês com esses sachês, o corpo era lavado com óleos e recheado. Faraós e pessoas ricas eram estofados com tecidos virgens.

Já os pobres eram forrados com as roupas que haviam usado em vida, terra ou serragem. Depois disso, a incisão era fechada com uma placa de ouro, para evitar a invasão do corpo por maus espíritos. Durante cada uma dessas etapas da mumificação, eram lidas preces do Livro dos Mortos, que ensinava como o ritual deveria ser feito. O próximo passo era enfaixar o corpo, a começar pelos dedos dos pés ou das mãos. 
Em busca da eternidade

O ritual egípcio de mumificação reunia técnicas químicas, com ingredientes especiais para limpeza e conservação

1. As vísceras eram retiradas por meio de incisões feitas no corpo e guardadas em um vaso chamado canopo

2. O cadáver era desidratado com sal grosso, lavado com perfumes e forrado com tecido

3. As incisões eram fechadas com placas de ouro e o corpo, enfaixado - começando pelos dedos - com centenas de metros de bandagens embebidas em betume, substância pastosa feita de petróleo

4. Por último, a múmia era encerrada em um caixão e guardada numa tumba, onde o corpo permanecia preservado por milhares de anos 

Como era a vida de um faraó?

Era uma vida cheia de regalias, com direito a grandes banquetes diários, dezenas de mulheres à disposição e muito paparico. Esse é o lado bom. O lado ruim é que mesmo o todo-poderoso do Egito antigo tinha de seguir uma série de cerimoniais. 

"O uso de coroas e perucas, por exemplo, era freqüente mesmo na intimidade. Os cabelos do faraó eram cortados regularmente, mas ele nunca podia aparecer em público com a cabeça descoberta", diz o arqueólogo José Roberto Pellini, do Museu de Arqueologia e Etnologia, da Universidade de São Paulo (USP). Os faraós governaram o Egito durante mais de dois milênios. 

O primeiro grande soberano foi Menés, por volta do ano 2 920 a.C., e o último a exercer um governo realmente egípcio foi Nectanebo II, em 360 a.C. Enquanto mandaram e desmandaram na região, os faraós eram considerados verdadeiros deuses, donos até de poderes mágicos - acreditava-se, por exemplo, que o ureus, o adorno em forma de serpente usado na coroa do faraó, podia cuspir fogo contra inimigos. Essa imagem sagrada e a posição política de líder do Egito eram passadas de pai para filho. Mas, mesmo com toda essa pose, os faraós não estavam imunes a conspirações e assassinatos, que podiam derrubar aqueles considerados fracos ou ineficientes. 

Essa é uma evidência de que, tirando toda a bajulação, os egípcios sabiam que o soberano era só um ser humano, ainda que especial. As decisões do faraó eram inquestionáveis. Porém, ele não punha a mão na massa para tocar o dia-a-dia da administração do império, que ficava a cargo de assessores de confiança, principalmente do vizir, uma espécie de primeiro-ministro. 
Antes de virar múmia......

Soberano do Egito tinha direito a banquetes, banhos luxuosos e várias mulheres 

BUROCRACIA MATINAL

O dia do faraó começava cedo, pois ele acordava no fim da madrugada. Sua primeira atividade era burocrática: ler a correspondência real, se preparar para audiências que teria ao longo do dia e se reunir com o vizir para saber as últimas notícias de seu reino 

BARBA, CABELO E BIGODE

Após despachar com o vizir, ele ia para o banho, que também era um verdadeiro ritual de purificação, preparando-o para as primeiras cerimônias religiosas do dia. Vários serviçais trabalhavam na raspagem da cabeça e da barba do faraó e nos cuidados com as unhas, entre outras mordomias 

AJOELHOU, TEM de REZAR

De "alma limpa", o soberano se juntava com os principais sacerdotes do império para cultuar divindades egípcias. Muitas vezes essas cerimônias religiosas ocorriam em câmaras de acesso restrito, quase secretas, no interior de um grande templo instalado no palácio real 

BANQUETE ARRISCADO

Na hora da refeição, o faraó tinha à mesa pelo menos 40 tipos de alimento, como peixes, carne de caça (patos, perdizes) ou de animais domésticos (galinhas, pombos e gado), pães, bolos e vários vegetais. Provadores experimentavam tudo antes, evitando envenenamentos 

NILO FASHION WEEK

Os trajes reais incluíam coroa, peruca, barba postiça e uma tanga sustentada por um cinto adornado com o nome do faraó. Às vezes, um avental em formato de trapézio, feito com folhas de metal, era preso à cintura. Jóias e objetos sagrados completavam as vestimentas 

SEXO COM TABELINHA

A vida amorosa do faraó incluía, além das esposas oficiais, várias amantes — Ramsés II, por exemplo, pode ter tido pelo menos 20 mulheres no século 13 a.C. Servos controlavam as datas de encontro com cada parceira para determinar quando herdeiros do faraó haviam sido concebidos 

MALHAÇÃO BÉLICA

Outra atividade diária do faraó era a prática de esportes. A modalidade preferida era o arco-e-flecha, mas ainda havia equitação, corrida, pilotagem de carruagens de combate... Como dá para ver, mais que um hobby, os esportes eram uma maneira de formar grandes guerreiros 

Fonte: Revista Mundo Estranho

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