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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Atlas ambiental mostra que resta 12,5% de Mata Atlântica no Brasil

Os dados mais recentes mostram que Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais reúnem os municípios mais conservados.


A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgaram na última semana o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, estudo que detalha a situação dos remanescentes florestais e seus ecossistemas associados nos 3.429 municípios abrangidos pelo mapa de aplicação da Lei da Mata Atlântica.

Os dados mais recentes mostram que Piauí, Santa Catarina e Minas Gerais reúnem os municípios mais conservados, como Tamboril do Piauí e Guaribas, ambos no Piauí, no topo da lista, com quase 96% do total natural preservado. Outro município piauiense, no entanto, lidera o ranking de desmatamento entre 2014 e 2015: Alvorada do Gurguéia perdeu 1.972 de hectares de Mata Atlântica no período.

Segundo os dados do Atlas, seis dos dez municípios que mais desmataram a Mata Atlântica no último período são de Minas Gerais, onde a perda de florestas está diretamente ligada à atividade de mineração, especialmente em cidades como Curral de Dentro, Jequitinhonha e Águas Vermelhas, que estão localizadas na região conhecida como triângulo do desmatamento.

Os municípios baianos de Cotegipe, Brejolândia e Baianópolis, que estão localizados nos limites do Cerrado e sofrem a pressão da expansão da fronteira agrícola, sobretudo soja e milho, além de pecuária, completam o ranking dos principais desmatadores.

O levantamento traz ainda informações compiladas dos últimos 30 anos e aponta que as cidades do Paraná tiveram maior perda vegetal entre os municípios monitorados desde 1985. Entre as dez primeiras colocadas no ranking histórico de desmatamento aparecem cinco cidades paranaenses: apenas em Rio Bonito do Iguaçu houve a perda de uma área equivalente a quase 25 mil campos de futebol.

“Em comemoração aos 30 anos da SOS Mata Atlântica, o estudo traz uma análise inédita do desmatamento durante este período e nos permite analisar quais municípios não contribuíram para a preservação. Esses resultados mostram que é preciso reforçar as políticas de proteção do bioma para evitar retrocessos na conservação dos 12,5% de Mata Atlântica que ainda restam no país”, afirma a diretora executiva da SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota.

O estudo, realizado com patrocínio da Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, identifica áreas de vegetação natural – que inclui, além das florestas nativas, os refúgios, várzeas, campos de altitude, mangues, restingas e dunas. Com base em imagens geradas pelo sensor OLI a bordo do satélite Landsat 8, o Atlas da Mata Atlântica, que monitora o bioma há 30 anos, utiliza a tecnologia de sensoriamento remoto e de geoprocessamento para avaliar os remanescentes florestais acima de três hectares (ha).



Fonte: Ciclo Vivo

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