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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Cemitério de animais de estimação criado há 2 mil anos é descoberto no Egito

Foram encontradas cerca de cem corpos de cães, gatos e até macacos


A prática de mumificar animais era comum no Egito antigo, mas uma descoberta traz novas informações sobre o modo como os egípcios lidavam com seus “pets” após a morte. Na cidade portuária de Berenice, na costa do Mar Vermelho, arqueólogos encontraram um cemitério com cerca de 2 mil anos com quase cem esqueletos de cães, gatos e até macacos.

“Uma série de sepultamentos de pequenos animais sugere um exemplo único no tratamento dos ‘pets’ em vez dos depósitos religiosos ou mágicos encontrados no Vale do Nilo”, escreveram os pesquisadores em artigo publicado mês passado no periódico “Antiquity”.

A cidade de Berenice foi estabelecida como um posto militar para proteger o transporte de elefantes africanos por Ptolemeu II, faraó do Egito entre 281 a.C. e 246 a.C., e após um período de declínio, se transformou num dos principais entrepostos da região no início do período romano. Desde 1994, escavações sistemáticas estão sendo realizadas na região e, num dos sítios, nos limites do antigo porto, o cemitério foi encontrado.

Marta Osypińska, pesquisadora da Academia Polonesa de Ciências e autora do estudo, afirma que alguns animais foram encontrados ainda com coleiras de ferro, sendo que os túmulos de dois jovens gatos incluíam colares de pérolas. Alguns dos corpos dos animais estavam aninhados sob tapetes ou cerâmica, sinalizando que foram deliberadamente enterrados, em vez de simplesmente descartados como lixo.

Em entrevista ao “USA Today”, a pesquisadora explicou que o tratamento cuidadoso dos corpos dos animais sugere uma “relação emocional entre homens e animais de estimação, como nós conhecemos hoje”.

CemitérioNão é incomum encontrar animais de estimação enterrados no antigo Egito, mas eles eram sepultados junto ou perto dos seus donos. No cemitério de Berenice foram encontrados apenas dois corpos humanos, que foram enterrados três séculos após os animais. De acordo com a datação, os primeiros animais foram enterrados durante as últimas décadas do século I d.C. e os últimos, no século II, quando os romanos já comandavam a região.

É sabido que os romanos adoravam seus animais de estimação, especialmente os cães. Em uma das tumbas de Berenice foi encontrado um cachorro jovem, provavelmente importado da Roma ou da Grécia. Em sua barriga, foram encontrados vestígios da sua última refeição, com carne de peixe e carneiro. O corpo estava envolto em uma cesta, coberto por peças de cerâmica, evidência clara de que era um “animal muito amado”, disse Steven Sidebotham, da Universidade de Delaware, que também participa das pesquisas.


Fonte: Jornal O Globo

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