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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

As maiores empresas do mundo podem deixar de emitir o equivalente a todo o CO2 do Japão

Se as empresas menos eficientes chegassem apenas à média de emissões, seria possível reduzir 1,4 bi/ton de CO2.


Quase metade das 800 maiores empresas listadas do mundo divulgam suas emissões. Destas, apenas 363 divulgaram totalmente suas emissões diretas de suas operações e da eletricidade que usam. Esse pequeno universo aumentou sua eficiência em carbono em uma média de 15% entre 2015 e 2016, com resultados surpreendentes: a redução de 360 milhões de toneladas de CO2 obtida equivale às emissões anuais da Turquia.

Se os 50% menos eficientes atingissem apenas a intensidade média de carbono para seu setor, haveria um corte adicional de 1,4 bilhão de toneladas de CO2 – o mesmo que o Japão emite ao longo de  um ano.  Estas são algumas das conclusões da edição de 2016 do relatório ET Carbon Ranking – a análise pública mais abrangente das maiores empresas listadas do mundo pela sua eficiência em carbono, ou seja, a quantidade de carbono que emitem por cada milhão de dólares de receita que eles geram.

A pesquisa revela que das duas mil maiores empresas do mundo, as mil menos intensivas em carbono têm gerado melhores resultados que os mil mais intensivos em carbono nos últimos cinco anos.  Ou seja, os investidores podem ajudar a conduzir a descarbonização da economia e ganhar dinheiro ao mesmo tempo se mudarem seus investimentos para favorecer empresas com níveis de eficiência de carbono acima da média.

Chris Huhne, ex-secretário de Estado britânico para a Energia e Mudanças Climáticas e co-presidente da ET Index Research, explica: “Setor por setor há campeões e há retardatários. Dentro de um mesmo mercado, algumas empresas podem ser mais de cem vezes menos intensivas em carbono do que outras. O apoio aos campeões faz sentido porque as empresas com eficiência de carbono superaram a média do mercado nos últimos cinco anos”.

A Petronas Chemicals Group, na Malásia, emite 13.961 toneladas de CO2 por cada milhão de dólares de receita, o que a torna 51 vezes menos eficiente em carbono do que para a indústria de produtos químicos e 481 vezes menor do que o líder da indústria, a britânica Johnson Matthey.

A Electric Power Development, do Japão, emite 8,127 toneladas de CO2 por milhão de dólares de receita, o que a torna 16 vezes menos eficiente do que a mediana da indústria de eletricidade e 133 vezes menos do que o melhor desempenho, a italiana Terna Rete Eletrica Nazionale.

Apenas 27 empresas poderiam, juntas, economizar 1,2 bilhão de toneladas de CO2 se atingissem a intensidade média de carbono em seus setores: Electric Utilities; Exploração e Produção de Petróleo e Gás; Materiais de Construção; Produtos Quimicos; Setor Imobiliário e Fundos de Investimento.

James Cameron, ex-presidente do Climate Change Capital e co-presidente da ET Index Research, lembra que “O Acordo de Paris sobre o Clima nos comprometeu a manter as mudanças climáticas bem abaixo de 2° C e isso exigirá uma rápida transição para emissões líquidas zero em todos os setores da economia. A alocação adequada de capital é fundamental para uma transição suave e os ET Carbon Rankings fornecem uma metodologia transparente e abrangente que permite às empresas e investidores identificarem, entenderem e gerenciarem suas emissões de forma sistemática.”

Fonte: Ciclo Vivo

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