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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Cemitérios de Petrópolis, RJ, estão sem espaço para novos enterros

No cemitério de Itaipava, apenas quem possui sepultura pode ser enterrado.
No cemitério do Centro as campas e gavetas estão sendo "disputadas".


Os moradores de Itaipava e demais distritos de Petrópolis, Região Serrana do Rio, estão sem ter onde enterrar seus mortos. O cemitério de Itaipava - o segundo maior do município, com cerca de 800 campas, entre sepulturas particulares e públicas, gavetas e covas rasas -  já não comporta mais a demanda e está há mais de uma semana sem realizar sepultamentos.

 Segundo funcionários, o cemitério só está realizando enterros de quem conta com uma sepultura própria, mas só na quarta-feira (20) serão realizadas duas exumações e duas campas estarão desocupadas. “Quem morrer antes não vai poder ser enterrado aqui, vai ter que ir para outro cemitério”, disse um dos funcionário, que pediu para não ser identificado pela reportagem do G1.

 Ao todo, Petrópolis conta com sete cemitérios – Centro, Itaipava, Secretário, Vale das Videiras, Brejal, Garibu e Quarteirão Worms. “O problema é que os familiares não querem ir para tão longe. Alegam falta de dinheiro para custear o transporte, para que os parentes possam acompanhar o cortejo”, ressaltou o funcionário.

 No maior cemitério da cidade, localizado na Rua Fabrício de Mattos, as gavetas também estão sendo “disputadas”. A falta de espaço contribui para a valorização do preço de sepulturas perpétuas, que podem custar mais caro que um carro popular, ou mesmo que um terreno ou imóvel popular. Apesar de, legalmente, a venda de jazigos não ser permitida, no mercado informal a compra pode ser concretizada, mediante transferência de direito de cessão, mas nesses casos o pagamento tem que ser feito à vista e os preços são altos: em Itaipava, uma sepultura com acabamento em mármore custa entre R$ 12 e R$ 15 mil.

 No Cemitério do Centro, os jazigos são ainda mais valorizados e a família precisa desembolsar o equivalente ao preço de um terreno. Para o funcionário do Cemitério de Itaipava, a solução seria a construção de um novo cemitério. “Não há mais espaços e a cidade não comporta mais”, disse. A ideia esbarra em obstáculos como a falta de terrenos e questões ambientais. “Além disso, ainda há a desvalorização imobiliária, ninguém quer morar perto de um cemitério”, concluiu o funcionário.

 A Secretaria de Administração informou que para o Cemitério Municipal de Itaipava existe a previsão de construção de 12 sepulturas municipais. Segundo a secretaria, a medida irá gerar a abertura de 48 novas vagas. Já para o Cemitério Municipal do Centro, está sendo estudada obras de contenção para a reutilização de 315 gavetões, que estão interditados devido a eminência de desabamento da encosta.  Não há previsão para o início das obras.

Fonte: G1

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