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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Enterrar ou cremar?

Com cemitério lotado, crematório pode ser a solução


Cemitério Municipal está todo tomado
Ampliação do maior cemitério da região depende de licença ambiental

A falta de espaço no maior cemitério do Vale do Caí volta a causar preocupação. Situado no bairro Cinco de Maio, o local conta com três cemitérios – público, católico e evangélico. São centenas de sepulturas. E as vagas estão se esgotando. Por isso a Prefeitura estuda alternativas, entre elas a ampliação para o outro lado do arroio, onde já foi adquirida uma área pelo município, mas que depende de liberação ambiental. E outra possibilidade é a parceria com um crematório, que seria o primeiro na região.

A preocupação com relação ao cemitério tem sido tema de discussões na Câmara de Vereadores. O vereador Érico Velten (PDT) chegou a propor a aquisição de uma área de terras, possivelmente no Passo da Serra, para que seja feito um novo cemitério. “A falta de vagas está preocupando muito”, considera. Já o vereador Talis Ferreira (PR) diz que encaminhou uma indicação de projeto para aumentar o espaço no cemitério. “Tem que tentar liberar mais espaço. Se não for possível isso terá que se fazer um novo cemitério”, entende.

A falta de vagas em cemitério não é uma preocupação apenas em Montenegro. Em outras cidades da região isso também ocorre e famílias chegam a ser obrigadas a enterrar seus parentes até em outras cidades. Além da falta de espaço, muitas vezes o custo se torna alto e vários municípios não possuem cemitério público.


Poucas vagas

A reportagem do Fato Novo percorreu o cemitério municipal de Montenegro na última quarta-feira. Conversando com um funcionário que trabalha no local faz seis anos, ele disse que atualmente restam poucas vagas para sepultamentos. 

“Restos mortais de pessoas com mais de 3 anos podem ir para o ossário”, aponta. Antes o prazo era cinco anos. 

Preferindo não ser identificado, mostra que não existem terrenos para vender na parte do município. Mas que algumas gavetas estão sendo desocupadas de acordo com a necessidade. “Falta é administração no cemitério”, reclama, entendendo que deve ser colocado para coordenar os trabalhos pessoas que realmente entendam do assunto. Ele mostra que o cemitério está limpo, mas existem alguns problemas. Aponta para os banheiros, onde no masculino falta caixa de descarga e a água não para de correr. E no feminino, além de não ter tampa num dos vasos, falta até mesmo à porta. 

Para o servidor, ainda tem área no cemitério municipal, próximo ao arroio, que pode ser utilizada para sepultamentos, sem a necessidade de um novo local. “Tem que resolver o quanto antes”, alerta.

O secretário municipal de Viação e Serviços Urbanos, Ricardo Endres (Mano), garante que o cemitério municipal não está lotado. “Vamos canalizar o arroio e liberar uma área”, informa. Endres diz que de fato não existem terrenos para vender na parte pública, mas no caso dos carentes garante que existem algumas gavetas disponíveis, inclusive com carneiras abertas. “Não tem necessidade de outro cemitério”, acredita. Mano diz que com o convênio da Mata Atlântica assinado nesta semana pela Prefeitura, o município poderá exercer a gestão florestal de licenciamentos e fiscalização, incluindo a liberação de áreas como a do cemitério. “Vamos ter a liberação e existem recursos previstos para a estrutura”, garante, sobre a ampliação do cemitério municipal. Já quanto aos problemas nos banheiros, Mano lamenta os atos de vandalismo e saques, o que impede o funcionamento. Ele cita que em datas especiais, como de finados, a Prefeitura tem alugado banheiros químicos. Como não existe a possibilidade de manter a segurança em toda a área do cemitério e são vários os locais abertos, Endres diz que está sendo estudada a possibilidade de instalação de câmeras de videomonitoramento.


Crematório
Outra alternativa estudada pela Administração Municipal é a da instalação de um crematório, em parceria com a iniciativa privada. E isso poderia beneficiar toda a região. “Já estamos em negociação”, admite Mano Endres. No Vale do Caí o índice de cremação ainda é baixo. Além de não ter um crematório na região, a maioria das famílias ainda prefere o sepultamento tradicional. Em alguns casos, a cremação ocorre no Vale do Sinos, Porto Alegre ou Caxias do Sul.

O empresário Kary Renato Vargas já manteve contato com um crematório de Caxias do Sul interessado em uma parceria.

Segundo Kary, a idéia é instalar um crematório próximo ao atual cemitério, além de também gavetas. Ele cita que o custo para cremação atualmente está em R$ 3.150, o que equivale ao valor de compra de um terreno ou gaveta. Kary cita que vem crescendo a procura por planos assistenciais, onde podem ser feitos pagamentos de sepultamentos completos em até 140 parcelas.

Mano Endres diz que uma das propostas estudadas é da cremação gratuita para famílias que não tem condições de pagar. O custo para a Prefeitura, segundo ele, seria em torno de 800 reais. “Temos várias sepulturas abandonadas”, cita, entendendo que restos mortais poderiam ser encaminhados para a cremação, abrindo mais vagas no cemitério.


Católico e Evangélico
Além do cemitério municipal, existem os cemitérios católico e evangélico, que ficam todos no mesmo complexo no bairro Cinco de Maio. Conforme informações da Paróquia São João Batista, na parte católica não existem terrenos para a venda. Mas estão disponíveis cerca de 80 gavetas. O custo de cada uma é de R$ 4.690.

Já no cemitério evangélico existem terrenos disponíveis para arrendamento. Cada terreno custa R$ 2.400.
Guilherme Baptista - guilherme.fatonovo@gmail.com

Fonte: Jornal Fato Novo

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