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terça-feira, 30 de maio de 2017

Sem vagas, o cemitério do Itacorubi agora também está sem memória

Sem vagas, o cemitério do Itacorubi agora também está sem memória Betina Humeres/DC


O São Francisco de Assis, mais conhecido como cemitério do Itacorubi, o maior de Florianópolis, agoniza há anos com o abandono e falta de vagas. Agora também está sem memória. O único computador em que constava o sistema de cadastro de sepultamento com nomes, datas e a localização de túmulos, ossadas e gavetas foi furtado da administração durante o fim de semana. Foi o terceiro arrombamento realizado no local recentemente. Desta vez levaram até mesmo o equipamento.

Lá estavam cadastradas as 36 mil sepulturas, com média de três corpos por unidade, totalizando 108 mil pessoas, além de 736 gavetas e sete ossuários completamente lotados. Ou seja, a estrutura que já sofria com a falta de espaço, funcionários para manutenção e limpeza, coveiros, equipamentos mínimos de segurança como luvas e máscaras e até mesmos sacos com identificação para as ossadas, também está sem informações.

Aliás

A partir de agora será quase impossível identificar onde cada pessoa foi sepultada e nem se o prazo de quatro anos, prazo legal para a "inumação" (retirada dos despojos fúnebres pelos familiares), está sendo cumprido.

Com isso, as retiradas serão feitas sem controle e o crime de vilipêndio a cadáver poderá ser constantemente cometido sem nenhum controle.

Cheque em branco

Depois de muito bate boca em plenário, a Câmara aprovou ontem o Plano Plurianual (PPA) de Florianópolis para o período 2018-2021. O PPA estabelece as diretrizes, objetivos e metas a serem seguidos pelo governo municipal ao longo dos próximos quatro anos. Os vereadores de oposição classificaram como cheque em branco para o governo Gean Loureiro, pois o Executivo poderá transferir dotações orçamentárias de uma rubrica para outra, sem autorização legislativa, até o limite de 30% do total do Orçamento.

Enquanto isso...

Servidores e entidades ligadas às entidades de assistência social lotaram as galerias para protestar contra a falta de detalhamento dos recursos no PPA.

Canário na muda

O comentário da na Assembleia Legislativa é que muitos parlamentares parecem ter entrado no período da "muda", tal qual canário em época de troca de penugem. Assim como as aves, deputados que antes eram dados a análises e leituras políticas "perderam o canto" temporariamente, diante do turbilhão que atinge o país nas últimas semanas. A estratégia tem como objetivo tentar passar ao largo das polêmicas e dos temas espinhosos.

Fonte: Diário Catarinense

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