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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Os “Rs” fundamentais

A primeira atitude do consumo responsável é questionar a real necessidade de determinada aquisição, seja de produtos, seja de serviços. Escolher aqueles que duram mais ou são reutilizáveis e abolir a compra por impulso evita desperdícios e diminui a quantidade de resíduos gerados. 

Não é de hoje que a literatura usa o jogo de palavras para rimar e distinguir os verbos “ser” e “ter”. Gente que experimenta a simplicidade no cotidiano sabe que ter menos pode ser mais prazeroso. Um bom começo é reduzir o uso de embalagens, preferir produtos a granel àqueles embalados em isopor e plástico, evitar o “troca-troca” de celulares e computadores e repensar a quantidade de brinquedos que abarrotam o quarto das crianças. Palavra de ordem por uma vida menos superlativa e mais bem vivida. Contribuem para “reduzir” as práticas de “recusar”, “redesenhar” e “reparar”:

• RECUSAR

Para uma sociedade com menos resíduos muitas vezes é necessário – e possível – dizer “não”. Por exemplo, recusar as famigeradas sacolinhas plásticas do supermercado, substituindo-as por caixas ou ecobags. Saquinhos oferecidos em compras minúsculas também são completamente dispensáveis.

• REDESENHAR

Empresas e indústrias também devem entrar no jogo e investir em projetos inteligentes que alterem a forma como suas mercadorias são produzidas. Processos que consomem menos água e materiais, embalagens e produtos mais fáceis de serem reciclados e esforços para uma gestão adequada de resíduos são pontos cruciais.

• REPARAR

Uma forma de reagir à cultura do descartável é investir no conserto de objetos quebrados em vez de comprar novos – exigentes de muita energia e matéria-prima extraídas de um planeta que já acenou sua finitude (mais sobre obsolescência programada na reportagem “Marcados para Morrer”, edição 56, e na nota “Conserte você mesmo”, edição 75).

2- REUSAR

Jogar diretamente no lixo algo que pode ser recriado esvazia as chances de se aproveitar todas as possibilidades de um mesmo objeto. Móveis podem ganhar novas roupagens e funções, folhas de rascunho podem virar caderno e bloco de anotações… Aproveite a internet, que está repleta de sites e blogs divulgando boas ideias de reutilização e reaproveitamento. Buscar novos significados para os pertences é um convite à criatividade e ajuda a diminuir a pressão sobre recursos.

3- RECICLAR

Colocar objetos em um novo ciclo de produção: eis o que se faz ao “re-ciclar”. Diferentes técnicas de reciclagem constituem um mercado que gera empregos, economiza energia e origina matérias-primas para fabricação de outros bens – o que é mais econômico e sustentável do que começar o ciclo do zero, com recursos extraídos primariamente da natureza. A coleta seletiva doméstica tem um papel importante nisso tudo. Em casa, duas lixeiras são o suficiente: uma para os resíduos orgânicos – como cascas de frutas e restos de verduras que podem ser transformados em adubo por meio de composteiras em casas, apartamentos e escritórios – e outra para os secos. Quando os resíduos são separados corretamente, o índice de aproveitamento passa de 70% (mais aqui). Exigir programas de reciclagem dos governos locais também é essencial para que o objetivo seja efetivamente atingido.

Fonte: Mercado Ético

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