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quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Vitaminas evitam doenças, mas excesso podem causar problemas

As vitaminas são compostos orgânicos essenciais para o funcionamento normal do metabolismo humano. Comer os alimentos certos diariamente pode suprir as necessidades do organismo e, assim, evitar o surgimento de patologias como insônia, raquitismo,osteoporose, anemia, seborreia, dor de cabeça, dermatite, diarreia, depressão, cálculos renais entre outras doenças.

“Por não serem produzidas pelo organismo, exceto a vitamina D que é gerada em pequena quantidade, é extremamente importante realizar dietas balanceadas e ricas em vitaminas, pois elas favorecem as necessidades do corpo, beneficiando as funções dos órgãos”, explica a Dra. Ligia Raquel Brito, clínica geral do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

O corpo humano necessita de 13 diferentes tipos de vitaminas para ter um funcionamento normal. Essas vitaminas são divididas em dois grupos: lipossolúveis e hidrossolúveis. As lipossolúveissão gorduras absorvidas junto com a substância, podem acumular no organismo e alcançar níveis tóxicos. São as vitaminas A, D, E e K.

Já as vitaminas solúveis em água, as chamadas hidrossolúveis,são as presentes no complexo B e na vitamina C. Eliminadas pela urina, essas vitaminas não acumulam no organismo e por isso exigem o consumo de doses diárias para reposição.

“As vitaminas não funcionam como constituintes do nosso corpo ou como fonte de energia, mas são indispensáveis para que ele possa funcionar. Apesar de existirem no corpo em quantidades mínimas, cada vitamina tem um papel importante no funcionamento de alguma parte do organismo ou na formação de determinado tecido ou órgão”, esclarece a médica.

Com funções diferentes, as vitaminas são importantes para a estrutura dos ossos (D), resistência dos dentes (A e D), cicatrização de feridas (A, E e K), interrupção de hemorragias (K), anemia (B) e sangramento em gengivas, e oMas é preciso ficar atento, os suplementos e remédios vitamínicos devem ser consumidos apenas com acompanhamento clínico e laboratorial, pois o excesso de vitaminas pode ocasionar diversos efeitos colaterais.

Segunda a nutricionista Katia Terumi, são recomendadas cerca de 100 gramas de cada vitamina diariamente. Veja abaixo tabela com as sugestões de alimentos e as porções que contém as vitaminas necessárias.

Hipervitaminose

A hipervitaminose, ou envenenamento por vitaminas, ocorre quando o indivíduo ingere altos níveis de vitaminas, que pode lavar à um quadro de intoxicação. O quadro clínico irá depender da vitamina envolvida na intoxicação.

Na hipervitaminose A, por exemplo, causada pelo excesso de ingestão de vitamina A, pode levar ao aparecimento de pele ressecada, áspera e descamativa, fissuras labiais, ceratose folicular, dores ósseas e nas articulações, cefaléia, tonturas, náuseas, queda dos cabelos, lesões no fígado e parada do crescimento. Pode haver também falta de apetite, edema, cansaço, irritabilidade e sangramentos. Também pode ocorrer esplenomegalia e hepatomegalia, com alterações de enzimas hepáticas.

No caso de hipervitaminose B, que é causada ingestão excessiva de vitamina B, quando se trata da vitamina B12 (cianocobalamina) pode lavar à reações alérgicas e alterações esplênicas. Quando for intoxicação por vitamina B1 (tiamina), altas doses pode levar à uma vasodilatação periférica, queda na frequência respiratória, convulsões, podendo levar à óbito por paralisia do centro respiratório.

Quando o excesso é de vitamina D, os sintomas só aparecem meses após a alta administração de altas doses dessa substância, podendo causar graves danos aos ossos e uma fragilidade dos tecidos e dos rins. Provoca também um aumento exacerbado de cálcio sanguíneo, retirando este mineral dos ossos para a corrente sanguínea. Esse excesso tende a ser depositado nos tecidos moles do organismo. Pode haver a formação de litíases renais, pois o sangue tentará excretar o cálcio; além disso, pode haver formação de esclerose dos vasos sanguíneos.

A vitamina K, quando em altas doses, não apresenta toxicidade, assim como o excesso de vitamina C, que também não apresenta efeitos tóxicos quando administrada no tratamento de doenças graves, no entanto, em indivíduos saudáveis a superdosagem pode causar um forte efeito laxativo.


População de São Paulo não consome vitamina K suficiente

Uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, apontou que no estado de  São Paulo a população não consome o nível recomendado de vitamina K, presente em algumas hortaliças. Dos valores encontrados, destacam-se o espinafre cru (404,57 microgramas (µg) /100 g), o repolho verde cru (336,05 µg/100 g) e a rúcula (319,20 µg/100 g).

O déficit desta vitamina pode levar a problemas de coagulação. “O papel clássico da vitamina K está relacionado com o mecanismo de coagulação sanguínea, mas estudos epidemiológicos mostram que ela tem outros papéis no organismo, como manutenção da saúde óssea” conta a autora.

O trabalho, realizado pela química Simone Aparecida dos Santos Conceição Faria, mostrou que a ingestão diária desta substância, cuja recomendação é 90 µg/dia para mulheres e 120 µg/dia para homens, está em 88 µg/dia para jovens, 98 µg/dia para adultos e 104 µg/dia para pessoas com mais de 60 anos. “Conseguimos mapear o consumo a partir de um inquérito alimentar desenvolvido por um estudo anterior, também da FCF, sobre a ingestão da vitamina K, pra adultos e idosos” conta a orientadora do doutorado, a professora Marilene De Vuono Camargo Penteado.

A tese também comparou as quantidades desta vitamina encontradas em hortaliças cultivadas em São Paulo e nos EUA. Enquanto a alface americana do Brasil apontou 77,79 µg/100 g de vitamina K, nos EUA ela alcança 102,30 µg/100 g. A couve cultivada aqui tem 245,52 µg/100 g e a cultivada lá, 817,00 µg/100 g. Já a rúcula brasileira é mais rica nessa vitamina: são 259,11 µg/100 g contra 108,60 µg/100 g da americana.

Fonte: Consumidor Moderno

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