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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

América Latina: saneamento em débito

Apesar dos avanços feitos na região, 106 milhões de pessoas ainda não dispõem de banheiro em casa.


Por Mariana Ceratti, de Brasília*, para a Rádio ONU – 

A América Latina é a região com mais água doce no planeta: Brasil, Colômbia e Peru figuram entre os 10 países com a maior quantidade de recursos hídricos. Mas nem todos os cidadãos podem usufruir deles.

Segundo dados do Banco Mundial, 20% da população ainda não conta com saneamento melhorado, que, de forma higiênica, separa os dejetos humanos do meio ambiente.

Banheiro

Apesar dos avanços sociais e econômicos da última década, 106 milhões de latino-americanos ainda não dispõem de banheiro em casa. Além disso, 34 milhões não têm acesso constante a água potável.

Outro dado preocupante do Banco Mundial é que mais de 70% das águas são despejadas sem tratamento nos rios e oceanos da região.

As estatísticas dão uma ideia do desafio que será alcançar o sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. O ODS 6 busca, até 2030, proporcionar acesso universal e equitativo à água potável, a um preço acessível a todos.

Atualmente, 91% da população global tem acesso a uma fonte de água potável melhorada, ou seja, protegida da contaminação fecal e química.

Em 1990, eram 76%. Mas ainda restam ao menos 1,8 bilhão de pessoas que usam uma fonte de água contaminada com matéria fecal.

Estresse hídrico

O ODS 6 também tem como meta pôr fim à defecação ao ar livre e oferecer saneamento a todas as pessoas. Em todo o mundo, 2,4 bilhões de pessoas carecem desse serviço.

O estudo “Indicadores de Desenvolvimento 2016”, do Banco Mundial, calcula que a economia global perde cerca de US$ 250 bilhões por ano pela falta de serviços adequados de água e saneamento.

Outro desafio apontado pelo relatório está na disponibilidade de recursos hídricos em todo o planeta. Ela caiu pela metade nos últimos 50 anos, enquanto a demanda por água só aumentou.

Enquanto a América Latina ainda tem água em abundância, o Oriente Médio e Norte da África e o Sul da Ásia são as regiões mais carentes desse recurso. Nelas, há menos de 1.700 metros cúbicos disponíveis por pessoa ao ano, o que as coloca em estado de estresse hídrico.

Fonte: Envolverde

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