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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Estudo Identifica Áreas Mais Vulneráveis E Faz Projeções Para Adaptação Da Mata Atlântica

Objetivo do trabalho, que identifica áreas mais vulneráveis, é apoiar os tomadores de decisão para a definição de estratégias no bioma.


DO MMA

O impacto das mudanças do clima na Mata Atlântica e os instrumentos para uma gestão eficiente e sustentável a médio e longo prazos representam um grande desafio para gestores e investidores. Para estudar os desafios que o País terá pela frente, um projeto inovador, desenvolvido pela equipe de pesquisadores da WayCarbon, sob coordenação do diretor de Adaptação e Vulnerabilidade, Marco Follador, foi apresentado nesta semana em Brasília. O projeto tem a participação dos ministérios do Meio Ambiente do Brasil e da Alemanha, apoio financeiro do Banco de Fomento Alemão (KFW), apoio técnico da Cooperação Técnica Alemã (GIZ) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O estudo aponta as áreas mais vulneráveis do bioma com o objetivo de apoiar os tomadores de decisão para a definição de estratégias de adaptação, com destaque para áreas identificadas como as mais vulneráveis pela pesquisa: Mosaico de Áreas Protegidas do Extremo Sul da Bahia; Mosaico Central Fluminense e o Mosaico Lagamar, no litoral sul de São Paulo, e a zona Costeira do Paraná.

“Realizamos um estudo que avalia sete impactos potenciais, alagamento, deslizamento, distribuição do vetor da dengue, fitofisionomia, aptidão agrícola, umidade do solo e erosividade”, explicou o pesquisador Marco Follador aos técnicos do MMA e do ICMBio. Os resultados, segundo ele, mostram as diferentes condições climáticas regionais, junto às características físicas do território, estabelecendo a variabilidade espacial e a importância dos impactos.

ÁREAS PRIORITÁRIAS

Depois de reconhecer a complexidade do trabalho, Follador defendeu a necessidade de o País eleger áreas prioritárias para a realização de projetos de adaptação. “Num país com a dimensão do Brasil, não há como contemplar todos as áreas ao mesmo tempo, por isso, no caso da Mata Atlântica procuramos identificar os chamados hotspots, isto é, regiões que apontam para ações mais urgentes”, explicou.

O pesquisador observou que ainda faltam informações sobre os impactos das mudanças do clima, o que representa hoje um dos maiores obstáculos para a definição de estratégias de adaptação. “Por isso, o estudo representa um avanço para suprir essa lacuna, e incluir o risco climático no planejamento dos diferentes contextos geográficos e produtivos do Brasil”, ressaltou.

CENÁRIOS

De acordo com as análises, cruzamentos e projeções de dados foi possível verificar que a distribuição regional das áreas de impacto potencial à erosão hídrica apresenta o mesmo comportamento das médias de precipitação em todas as áreas de Mata Atlântica, diminuindo nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. Já nas regiões Sul e Sudeste é observado um incremento até 2040. No período seguinte, as médias caem no Sudeste e aumentam no Sul.

Quanto ao risco de inundações, o estudo mostra que as áreas de Mata Atlântica na região Sul apresentam um aumento de ocorrências, devido a um aumento dos extremos de chuva.

“Outras áreas sujeitas às inundações estão distribuídas de forma fragmentada ao longo do litoral, constituído por planícies de inundação fluvial. Grande parte do bioma no interior do país apresenta redução das ocorrências de grandes inundações”, explicou Marco Follador. O trabalho inclui, ainda, análises da variação de umidade do solo, zoneamento agrícola, área de transmissão da dengue, e outros itens que complementam o estudo.

AGRICULTURA

Com projeções até 2100, o estudo, depois de analisar os efeitos das mudanças do clima nas sete principais fitofisionomias da Mata Atlântica, aponta as seguintes mudanças a longo prazo para o zoneamento agrícola:

– A floresta estacional e semidecidual apresenta o cenário mais crítico, com perdas por volta de 50% da área atualmente apta, e ganhos de 40%.

– Para formações pioneiras, projetam-se perdas de 30% em relação à área de ocupação atual, e um ganho potencial de 50% das áreas aptas em outras regiões litorâneas.

– As florestas ombrófilas abertas, mais tolerantes a estresse de precipitação, podem ganhar até 170%, fora de seu domínio atual.

– A floresta ombrófila densa, pela sua elevada demanda por água de suas taxas de evapotransmissão, podem perder páreas aptas em até 50% do atual domínio, com um ganho potencial, mas reduzido de 30% em outras regiões.

Fonte: EcoDebate

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