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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Eike Batista na Lava-Jato! - Artigo de Ana Echevenguá






Quando ouço/leio estudantes das faculdades de Administração de Empresa citarem Eike Batista como empresário exemplar, ficava extremamente incomodada. Obviamente, recebem esta informação de professores ou colegas destituídos de conhecimento sobre o assunto.

A maior parte dos ambientalistas e ecologistas antenados conhece a postura de destruição do meio ambiente das empresas do Grupo do Senhor Batista. Tanto no Brasil como no exterior!

Ora, empresário exemplar é aquele que se preocupa com a sustentabilidade, com a preservação dos recursos naturais e da espécie humana... 

Hoje, lendo o brilhante artigo do professor Luiz Flavio Gomes, soube que, além deste aspecto negativo do Sr. Batista, há muito mais... Ele está sendo investigado na Operação Lava-Jato! - http://professorlfg.jusbrasil.com.br/artigos/387415266/eike-batista-como-funcionam-as-relacoes-de-enriquecimento-promiscuo-no-capitalismo-a-brasileira-das-castas?utm_medium=email&utm_source=email-notification

Para tanto, reproduzo a compilação de alguns “detalhes sobre a “carreira” de Eike Batista” – pedagogicamente apresentados por Gomes: 


1) O Brasil é, por tradição, um país extrativista (saqueador), cleptocrata e sistemicamente corrupto (desde 1500). Para conhecer por dentro as relações de poder que privilegiam uns poucos (elites/oligarquias) em detrimento dos muitos, vale a pena repassar a história de “sucesso favorecido” de Eike Batista. 


2) Em 2012, Eike era o 8º bilionário mais rico do mundo (Agência Bloomberg e Forbes). A revista Veja (18/1/12) afirmou: “É um grupo que trabalha muito, compete honestamente, orgulha-se de gerar empregos e não se envergonha da riqueza”.


3) Era mais uma propaganda enganosa, que custou milhões de reais aos acionistas minoritários das empresas EBX. A historiografia, com certeza, vai registrar mais um “aventureiro extrativista”, que se valeu dos seus contatos políticos para se enriquecer (e gerar danos sociais incomensuráveis). 


4) Pela delação (em curso) de Mônica Moura ([1]) e confissão dele mesmo sabe-se que parte daquela fortuna do “campeão nacional” (conquistada em grande medida pelo acesso fácil ao dinheiro público) foi parar nas contas no exterior do casal (Mônica/João Santana), para pagamentos de campanhas eleitorais durante o período lulopetista. 


5) O financiamento de campanhas (de forma lícita ou ilícita), de qualquer modo, é a via mais rápida para se buscar um plus de enriquecimento politicamente favorecido e/ou cleptocrata. 


6) O conglomerado “campeão nacional” EBX surfou na onda do boom das commodities. A empresa OGX prometia produzir muito petróleo e vencer a Petrobras (ambas, hoje, estão “falidas”). Criou-se o estaleiro OSX, que transportaria minérios da MMX. Os navios precisavam de ancoragem; aí veio a LLX com o “superporto” de Açu. Havia ainda empresas na área de energia (MPX), carvão (CCX) e muitas outras ([2].


7) Acesso privilegiado ao dinheiro público subsidiado: O modelo institucional extrativista brasileiro, desde os seus primórdios colonialistas e neocolonialistas, é pródigo em fazer brotar fortunas bilionárias (parcial ou totalmente) favorecidas pelo acesso privilegiado das elites/oligarquias econômicas e políticas ao dinheiro público do BNDES, da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, fundos de pensão etc. ([3]). 


8) “No governo Lula, empresas do grupo EBX obtiveram do BNDES autorização para empréstimo ou aquisição de ativos que somaram R$ 10,4 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões foram efetivamente liberados, de acordo com o banco” ([4]). 


9) Em 1/7/13 começou o colapso do grupo EBX e suas empresas passaram para o controle dos bancos. Eike Batista está respondendo a três processos criminais (crimes contra o mercado financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro), além de 22 processos administrativos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). 


10) Diante da delação de Mônica Moura (mulher de João Santana) e da sua própria confissão poderá também agora se sujeitar à jurisdição de Curitiba (Moro): fez pagamentos no exterior (caixa dois) em benefício de campanhas eleitorais...”

Felizmente, o Brasil foi o berço de Sérgio Moro, um magistrado reconhecido internacionalmente pelo árduo trabalho à frente da Operação Lava-Jato, o maior processo de corrupção e lavagem de dinheiro já apurado no país, com condenação criminal de agentes políticos, empreiteiros e funcionários da estatal Petrobras.



Agradecimentos efusivos ao doutor Moro e sua equipe. Precisamos conhecer e apoiar o seu trabalho!

Ana  Candida  Echevenguá, OAB/RS  30.723, OAB/SC 17.413-A, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Coordenadora do Programa Eco&Ação, no qual desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: anaechevengua@gmail.com

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