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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Impactos de hidrelétricas na bacia do Tapajós são debatidos na Câmara Dos Deputados e na UnB, em Brasília

A mobilização pela transparência do planejamento elétrico brasileiro e pela escuta dos povos atingidos no processo de implementação de projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e de Usinas Hidrelétricas (UHCs) em curso e previstas na Bacia Hidrográfica do Tapajós, localizada nos estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso, concentrou debates realizados entre especialistas, indígenas e ribeirinho, nesta semana, em Brasília.
O primeiro encontro aconteceu no Memorial Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (UnB), no dia 12, e o segundo, em audiência pública promovida pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e pela Frente Parlamentar Ambientalista, na Câmara dos Deputados, no dia 14.

Os eventos também marcaram o lançamento do livro Ocekadi: Hidrelétricas, Conflitos Socioambientais e Resistência na Bacia do Tapajós, que reúne 25 artigos de cerca de 50 autores, em que aspectos antropológicos, de biodiversidade a práticas de licenciamento, entre outras, dão o panorama da complexidade dessas obras e de seus impactos, presentes e previstos, já que são dezenas de empreendimentos programados nesta região, sendo pelo menos 80 de grande porte.

As vozes dos atingidos

Na língua Munduruku, Ocekadi significa “nosso rio” e traz a mensagem da importância de pertencimento, como destacou Josafá Akay Munduruku, da Aldeia Sai-Cinza, no rio Tapajós. “Moro no Alto Tapajós, no Pará, e essas obras afetam a gente diretamente. Estamos fazendo mobilizações nas cidades, como a que participamos recentemente 2ª Caravana em Defesa dos Povos do Rio Tapajós, em Itaituba. Várias etnias e ribeirinhos participaram com a gente”, disse. O indígena define a mobilização como um instrumento para a conservação da biodiversidade e dos direitos dos diferentes povos da Amazônia. “É por nós, ribeirinhos, agricultores familiares, pescadores e pela conservação de nossa fauna e flora, de nossos peixes e de lugares sagrados. Este patrimônio está sendo impactado…Chega de atropelo aos nossos direitos na Constituição e no artigo 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Nós somos guardiões de nosso planeta e não somos respeitados”.

Fonte: EcoDebate

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