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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Onde dormem os homens que mudaram Goiás

Goiás guarda suas histórias nos cemitérios espalhados pela cidade


Os cemitérios de Goiás guardam em suas sepulturas grandes ícones da política, cultura e sociedade. É o caminho natural de todos. Raros os que escaparam das terras fofas do Cerrado como última morada. E o melhor exemplo é Bernardo Elis, que foi levado para o Rio de Janeiro.

Ingrato, o escritor pediu para ser sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABL), no cemitério São João Batista. Motivo: alegou que os goianos não lhe davam valor. Foi cumprido o desejo.

O autor de “Ermos e Gerais” e “O Tronco” continua grande, mas nos dias 2 de novembro, como hoje, é pouco lembrado, de fato, pelos que o amaram.

Mesmo sem Elis, no Dia de Finados, os grandes nomes de Goiás costumam atrair olhares curiosos dos que visitam os cemitérios. Histórias e a beleza das esculturas – e narrativas de vida – encantam.

Exibindo Fabio Nasser, Cemiterio- André Costa02.jpg
Fábio Nasser, Tanila Romana e Consuelo Nasser no mesmo cemitério: apesar da morte, imagens revelam beleza plástica


O DM foi até os campos santos da capital em busca da arte funerária e das recordações destes grandes homens da história goiana.

Ao contrário de países como Estados Unidos, onde os cemitérios tornaram-se espaços de visitação, por aqui apenas no dia 2/11 é possível sentir de perto o que se faz, por exemplo, no Lafayette, de Nova Orleans, ou no Père-Lachaise, de Paris. Por lá, adora-se a beleza da morte. Aqui ainda choramos.

Mas também temos história e homens valorosos. Cada sepultura é um endereço da memória dos povos do Planalto Central. Alguns jazigos marcam o tempo ao tornar-se a última morada das antenas da raça.

É o caso do Cemitério Santana, que guarda epopeias. Encontramos nele o túmulo de Pedro Ludovico (1891-1970), o médico gênio que falava tão bem francês. E que por acaso teve um rompante de construir uma cidade no meio do Brasil.

A lápide é a síntese da história: “Um homem que fez tudo pelo progresso de Goiás construindo Goiânia”.
Sua morada é plástica e dramática: estão lá seus familiares. Uma estátua em que Jesus aparece de cabeça baixa  [em movimento] retrata a religiosidade da morte.

Dona Gercina, Antônio Borges, Pedro Ludovico Estivallet Teixeira, Josephina Ludovico, Paulo Borges Teixeira ficam ao lado do herói.

Quantas histórias moram ali naquela matéria que outrora teve vida e mexeu com todo o sistema nervoso do Estado? Hoje,  mais do que nunca, quem do pó veio ao pó voltou, cumprindo uma sentença bíblica e da vida.

A lápide é a síntese da história: “Um homem que fez tudo pelo progresso de Goiás construindo Goiânia”.

Quem passeia pelas artérias do cemitério percebe outros ícones, como Alfredo Nasser (foto), ex-senador de Goiás considerado um homem de moral irretocável.

Nasser foi ministro e um dos maiores oradores da política brasileira, responsável por deixar legados impenetráveis.

Fonte: Jornal DM

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