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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Que fizeram de ti, cemitério-museu?

“Gostei do aposto que você deu ao Cemitério de Vila Euclides: cemitério-museu. Lá estão sepultadas figuras históricas, como Armando Mazzo. Não me lembro o motivo, mas você, eu, Philadelpho Braz, John French e, se não me engano, o prefeito Maurício Soares e Luiz Roberto Alves estivemos na sepultura do Armando Mazzo para homenageá-lo, o primeiro comunista eleito prefeito, mas não empossado.”


Professor Alexandre Takara.

Nota – Professor Takara, naquele dia realizou-se a solenidade de colocação de uma placa no túmulo de Armando Mazzo, falando da sua condição de prefeito eleito e não empossado. A placa permanece. O ato foi filmado pelo Colégio Singular, por sua iniciativa, um documento que precisaria ser recuperado e inserido nos órgãos que cuidam da preservação da memória.

Pois é. Triste a situação do cemitério-museu de Vila Euclides, em São Bernardo. A necrópole, que foi a menina dos olhos de vários prefeitos – Tereza Delta, Fornari, Lauro, Balottim, Pinotti, Hygino... –, agora sofre o descaso do simples não recolhimento do lixo, como denuncia o professor e pesquisador João Paulo de Oliveira, guardião informal, voluntário, repórter do cemitério. E como disse ontem, na Palavra do Leitor, o são-bernardense Clovis Pelosini.

Memória lembra Adir Monteiro, homem de confiança do prefeito Aldino Pinotti, seu chefe de gabinete. Ele dizia que nos momentos em que precisava de uma reflexão, seguia para o Cemitério de Vila Euclides. Percorria as alamedas sempre limpas. Pensava na vida. Retornava fortalecido.

Os antigos se orgulhavam deste cemitério-museu. Diziam: em outras cidades os cemitérios são esquecidos, em São Bernardo não. Vários desses cidadãos hoje repousam no Vila Euclides, o amargurado Vila Euclides.

Geralmente o administrador público – que hoje prefere ser chamado de gestor – pensa nas grandes obras, no momento da assinatura do contrato, nas fotos que o perpetuam. E esquecem o básico, como ocorre em tantos pontos do Grande ABC, e não apenas neste cemitério tão importante e tão menosprezado. Ah, como esses homens teriam a aprender com os antigos...

Menos coveiros, mais lixo

Texto: João Paulo de Oliveira

Estou exasperado, porque na tarde do dia em curso (1º de novembro, Dia de Todos os Santos), ao adentrar no Sepulcrário de Vila Euclides, para ver se os jazigos da minha família estavam nos ‘brinques’, como diriam meus amados ex-regidos, me deparei com uma situação inaceitável ao ver todos os cestos de lixo abarrotados e alguns transbordando, deixando seu entorno com lixo espalhado, além de o espaço destinado para acender velas não estar dando condições aos usuários de cumprir seus ritos religiosos devido à precariedade e à falta de manutenção do local.

Ao constatar estas condições insalubres fui à administração sepulcral e, ao reclamar, soube que a empresa terceirizada Vila Boa, responsável pelos sepultamentos, exumações e manutenção do bem patrimonial tombado, numa reunião da diretoria com os funcionários, ocorrida ontem (31 de outubro), determinou que a partir do dia 1º de novembro estaria realizando apenas o serviço de sepultamento e exumação, reduzindo – inclusive – o número de sepultadores e agentes ambiental de cinco para três funcionários.

Mediante o exposto, questiono a municipalidade são-bernardense: a partir desta data, quem fará a manutenção e limpeza deste patrimônio tombado? Por que esta medida foi tomada justamente num período em que o fluxo de visitantes decuplica?

Fonte: Diário do Grande ABC

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