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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Florestas europeias já não antecipam a primavera, segundo um estudo

O aumento de temperatura devido à mudança climática causou um avanço no broto das plantas, muito positivo para que estas fixassem mais carbono, no entanto, uma equipe de cientistas acaba de descobrir que esta tendência tem diminuído, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista “Nature”.

O estudo, que utilizou como referência dados das florestas europeias nos últimos 30 anos, constata que, apesar do aquecimento persistir, as florestas da região já não antecipam tanto a primavera como faziam nos anos 80.

Assim explica em entrevista com a Agência Efe um dos autores da pesquisa, Josep Peñuelas, diretor da Unidade de Ecologia Global do Centro de Pesquisas Ecológicas e Aplicações Florestais (CREAF) e professor de pesquisa do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC).

Até agora, a maioria das teorias científicas apontava que o adiantamento da primavera provocado pela mudança climática estava fazendo as árvores brotarem antecipadamente.

“Um dos sintomas de que a mudança climática atua sobre a vegetação é que muda a fenologia, o ciclo vital dos organismos. Neste caso o mais significativo é quando as folhas saem porque se aparecem antes, fixam mais carbono”, indicou Peñuelas.

A magnitude de referência desde 1980 é que por cada grau a mais no aumento de temperatura, a saída das folhas eram antecipada em 4 dias, o que supunha um alongamento do período de fixação do carbono e portanto “se limitava ao efeito estufa produzido pelos humanos”.

Essa magnitude foi a utilizada como referência nos modelos climáticos que calculam a acumulação de dióxido de carbono na atmosfera.

No entanto, o que os pesquisadores comprovaram é que o avanço na chegada da primavera foi freado pela menor acumulação de frio no inverno, ou dito de outro modo: pelos períodos invernais mais cálidos que também estão intensificando a mudança climática.

“Observamos que as árvores europeias não estão fazendo brotar as folhas antecipadamente como era previsto, porque necessitam acumular um certo número de noites frias para despertar do estado de dormência invernal”, indica o pesquisador.

Ou seja, “como não se acumula suficiente frio no inverno, as plantas necessitam de muito mais calor para brotar na primavera”, acrescenta.

Assim, as análises demonstram que se entre 1980 e 1994, por cada grau que tinha subido a temperatura da primavera, a saída das folhas tinha avançado 4 dias; entre 1999 e 2013 com invernos mais cálidos, este número foi atrasado até 2,3 dias por cada grau.

“Se, segundo marcam os modelos, cada vez o inverno for mais quente, será freado o avanço da saída prematura das folhas”, afirma Peñuelas.

Portanto, a menor sensibilidade da saída dos folhas ao aquecimento progressivo preocupa os pesquisadores porque reduz o potencial das florestas de acumular mais carbono.

Este estudo foi desenvolvido por uma equipe internacional de pesquisadores da China, Bélgica, França, Espanha, Suíça e Alemanha durante 30 anos com florestas de toda Europa.

Fonte: Terra

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