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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Poluição no rio Tietê preocupa moradores e ambientalistas

Em Barra Bonita (SP), interior do estado de São Paulo, as águas do Rio Tietê sempre foram conhecidas por serem bastante exploradas pelo turismo. Porém, o rio que é celebrado nesta terça-feira (22) já não está mais tão limpo como antes. Desde dezembro de 2014, segundo uma ONG de preservação do Tietê, as águas têm apresentado parâmetros ruins de qualidade.

Segundo Hélio Palmesan, que é representante dessa ONG de preservação do Tietê, no interior de São Paulo, a poluição que é marcante na capital, por exemplo, não é tão abrangente em Barra Bonita pelo fato do rio estar localizado a uma distância de 300 quilômetros de São Paulo.

“A distância faz com que, ao longo do percurso, o Rio Tietê fique menos poluído como é na capital. A agitação das águas e por ele passar em pedras e corredeiras faz com que o rio vá adquirindo oxigênio. Isso faz toda a diferença para termos um Rio Tietê mais limpo”, afirma o representante.

Contudo, Hélio afirma que desde dezembro de 2014, o Rio Tietê vem recebendo uma carga de poluição e não está tão mais limpo como antes. No futuro, ele poderá ficar mais poluído.

“Infelizmente realizamos um diagnóstico da qualidade das águas do Rio Tietê em Barra Bonita que nos apresentou resultados nada bons. O diagnóstico fez um comparativo com parâmetros considerados adequados para rios de classe 2, como é o caso do Tietê, em Barra Bonita, conforme resolução Conama 357. Ele apresentou que de 2007 até 2013 o rio tinha uma qualidade aceitável. A partir de então, a qualidade caiu para regular e chegou a ficar ruim de dezembro de 2014 até maio de 2015. Agora em agosto chegou a ficar regular”, diz Hélio.

Para ele, se as obras de tratamento de esgoto não forem aprimoradas e indústrias continuarem a despejar lixo no rio, o futuro será de muita poluição. “Temos um rio mais limpo que de outras regiões, mas se continuarmos com esses parâmetros, poderemos deixar de ter um rio limpo”.

Joia do interior – Ana Paula Ferreira mora há 15 anos em Barra Bonita. Para ela, o Rio Tietê é o principal ponto turístico da cidade. “Ele, sinceramente, é uma joia do interior. Sempre que possível vou até a eclusa com minha família e amo ele. Não consigo imaginar Barra Bonita sem o rio. Sem ele, Barra Bonita entra em crise, de verdade. Espero que a poluição nunca possa afetar essa joia, pois não consigo imaginar os moradores sem ela”, conta.

‘Tapete verde’ – Recentemente, uma grande quantidade de aguapés formou um “tapete verde” e tomou a parte de cima da barragem da hidrelétrica de Barra Bonita (SP), no Rio Tietê. A represa é uma das maiores do estado de São Paulo com 310 quilômetros quadrados. Por conta das algas, os passeios de eclusa, que costumam sair todos os dias, chegaram interrompidos no final de semana. As embarcações que transportam turistas tiveram dificuldade para continuar o trajeto.

Apesar de grande parte do Rio Tietê estar contaminada e com a água muito escura por conta da poluição, ao chegar no interior, o rio ainda divide espaço com manchas de sujeira e muita espuma.

Os aguapés invadiram o leito e até a boia de sinalização da hidrovia ficou escondida no meio da vegetação. Foi possível ver garças andadando de um lado para o outro como se flutuassem sobre a água. “Quando o reservatório vai para sua cota máxima, a água vai buscar esses aguapés que estavam retidos nas lagoas. Conforme o nível vai baixando, a água naturalmente traz para a calha do Tietê e forma essas imensas moitas de aguapé.”, explica Hélio Palmesan.

Dobro do tamanho – Os especialistas dizem ainda que o aguapé consegue dobrar de tamanho em seis dias. O despejo de esgoto sem tratamento e de fertilizantes agrícolas na água servem de nutriente para as plantas, o que acelera o desequilíbrio ambiental.

“Isso acaba por muitas vezes comprometendo os reservatórios e os recursos hídricos de forma geral porque forma como se fosse um tapete em cima da água não permitindo a realização de fotossíntese e interferindo em outros organismos que vivem no meio aquático, porque acaba diminuindo a quantidade de oxigênio em função disso”, explica o doutor em ecologia Josrael Rezende.

Fonte: G1

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