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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cofre de sementes no Ártico é ameaçado pelo derretimento do gelo

A fortaleza guarda mais de 930.000 variedades diferentes de sementes de alimentos de todo o mundo.

A Noruega está consertando a entrada de sua fortaleza que funciona como a “Arca de Noé” das sementes do mundo. Localizado em uma ilha de cerca de mil quilômetros no Ártico, o Cofre de Sementes Globais de Svalbard foi inundado. A notícia, informada em comunicado na última sexta-feira (19), surpreendeu a todos os cientistas, afinal o banco foi construído exatamente para resistir às intempéries climáticas.

A inundação ocorreu devido às altas temperaturas que atingiram o Ártico e derreteram até mesmo a camada de gelo do permafrost, também chamado de pergelissolo em português – é um solo formado por terra, gelo e rochas permanentemente congelados.

A água invadiu apenas o hall de entrada do edifício e não alagou a câmara onde ficam armazenadas as sementes (que está a mais de 110 metros dentro da montanha). Ainda assim, foi um problema totalmente inesperado.

O cofre foi inaugurado em 2008 para proteger sementes de alimentos de cataclismos, como uma guerra nuclear por exemplo. A fortaleza guarda mais de 930.000 variedades diferentes de sementes de alimentos de todo o mundo.

“O Svalbard Global Seed Vault está enfrentando melhorias técnicas devido a entrada de água”,  disse, em comunicado, o grupo Statsbygg, que construiu o cofre. Já em nove anos de funcionamento, “as sementes do cofre nunca foram ameaçadas”, assegurou.

A porta-voz Hege Njaa Aschim conta que o Statsbygg removeu equipamentos elétricos da entrada e está construindo paredes impermeáveis por dentro e valas por fora para reduzir a possibilidade que situação semelhante ocorra novamente. Segundo ela, o número de visitantes dentro do espaço também será reduzido para impedir que o calor do corpo humano afete a estrutura de alguma forma. Parte da água que invadiu o local congelou novamente e, por isso, o gelo precisou ser lascado e retirado por bombeiros.

O problema ocorreu porque o permafrost em torno da entrada (que descongelou durante a construção) não congelou novamente como previsto pelos cientistas, explica Hege. As temperaturas na região do Ártico têm aumentado duas vezes a média global em uma tendência acelerada e os cientistas climáticos responsabilizam os gases de efeito estufa por isso.

“Não há dúvida de que o permafrost permanecerá na montanha onde estão as sementes, mas não esperávamos que ele derretesse ao redor do túnel.”, disse Marie Haga, chefe do Crop Trust, organização internacional com sede em Bonn, que trabalha em conjunto com a Noruega para gerenciar o cofre.

Fonte: Ciclo Vivo

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