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quinta-feira, 25 de maio de 2017

Moradores cobram segurança e manutenção de túmulos em cemitério de Araraquara

Alguns túmulos têm valor histórico. Ministério Público analisa a necessidade de abrir inquérito sobre o caso.


A falta de segurança e de manutenção em muitas sepulturas do Cemitério São Bento, em Araraquara (SP), preocupam os moradores da cidade. Alguns túmulos têm valor histórico.

O historiador Rogério Tampelini disse que ingressou com uma representação no Ministério Público para que o MP apure a responsabilidade do município na preservação desses bens. O promotor José Carlos Monteiro afirmou que ainda analisa a necessidade de abrir inquérito sobre o caso.

A Guarda Civil Municipal (GCM) informou que vai reforçar as rondas na região do cemitério. Já a prefeitura disse que espera a posse do novo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico para planejar as ações para preservar os monumentos e espaços tombados da cidade.

Patrimônio histórico

Muitos túmulos estão perdendo as características originais. Um deles, de 1926, está bastante degradado. Aberto, virou depósito de baldes, placas com fotos, entre outros materiais.

Em uma das sepulturas está enterrada uma das pessoas que fizeram história na cidade. Antônio Joaquim de Carvalho foi fazendeiro, vereador e presidente da Câmara Municipal. Diz uma lenda que ele morreu assassinado a tiros por um jornalista chamado Rozendo de Brito, que mais tarde foi linchado e também morto a tiros pelo crime que cometeu.

“Conta a lenda que, para vingar a morte do pai, um dos filhos do coronel, trouxe a arma até o cemitério, fez uma abertura no túmulo e depositou a arma ali”, explicou o historiador.

Tombamento

Segundo ele, foi por causa de fatos marcantes, das obras artísticas e da arquitetura impecável que 11 túmulos foram tombados em 2015. Tampelini lamenta a falta de conservação. São pilares arrancados, mármores quebrados, rachados e com informações comprometidas.

“Eles tiveram as suas informações históricas entalhadas nas lápides, pedras de mármore. Nós observamos que a grande maioria por ação do tempo, vandalismo, omissão do poder público, essas informações importantes estão começando a se perder, que é o registro das pessoas que estão aqui, da época em que viveram”, disse.

Parte da família da bibliotecária Maria Inês Carlos está enterrada no local. Ela reclama da ação dos vândalos. “Eu já trabalhei à noite e via o pessoal pular lá dentro para furtar e usar drogas”, disse.
No ano de comemoração dos 200 anos de Araraquara, a população está indignada com tanta falta de cuidado. “Isso aqui é o nosso descanso final, tem que ser respeitado. Isso aqui é o que resta da gente, é o que fica”, disse o músico Loami Júnior.

Fonte: G1

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