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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

‘Organic Center’ alerta sobre ameaça à saúde por uso excessivo de antibiótico na pecuária

Um novo relatório divulgado semana passada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos prevê a eliminação progressiva da utilização rotineira de antibióticos na produção industrial de proteína animal. Não é para menos. Essas substâncias tem sido associadas ao surgimento de super bactérias. Sabe-se que a cada ano, mais de 2 milhões de pessoas naquele país sofrem com infecções resistentes aos antibióticos e pelo menos 23 mil delas acabam morrendo.
O uso desses medicamentos na criação de animais é proibido na produção orgânica, salvo para fins terapêuticos estritamente necessários. Os produtores orgânicos proporcionam condições de vida e práticas de cuidados de saúde que ajudam a prevenir doenças e promover a saúde dos animais.

“Até a metade do uso de antibióticos em humanos e grande parte do uso em animais é desnecessário”, declarou o CDC, citando que o EUA Food and Drug Administration (FDA) orientou recentemente que o produtores só usem esses medicamentos em animais produtores de alimentos quando estritamente necessário e para tratar doenças e problemas de saúde.
Os antibióticos também são conhecidos como promotores de engorda, daí o uso intensivo naquele e em outros paíscom o objetivo de fazerem os animais ganharem peso rapidamente. Em Junho de 2012, a revista Nature já alertava sobre essa questão. Campanha de redução de uso sub-terapêutico em pecuária foi feita com sucesso na Dinamarca.

Foto: Organic Center

“Este relatório é a confirmação de avisos emitidos anos atrás por cientistas sobre o uso de antibióticos na pecuária e o desenvolvimento de cepas resistentes, como consequência de seu uso”, afirma Warren Porter, professor de zoologia da Universidade de Wisconsin em Madison e membro do Conselho Consultivo Científico do Organic Center. “O problema é tanto mais grave agora por causa da evidência emergente de imunossupressão sutil na população humana como evidenciado pelo aumento de doenças relacionadas com a redução da eficiência imunológica”, completa.

A professora Jessica Sombra, Ph.D. diretora de Programas de Ciência para o Centro Orgânico, também ressalta que ao escolher carne e produtos lácteos com o rótulo orgânico ajuda a evitar a proliferação de bactérias resistentes aos antibióticos. “Vários estudos têm encontrado menos cepas de bactérias resistentes aos antibióticos em alimentos orgânicos. Se você está preocupado com a exposição alimentar a bactérias resistentes a essas substâncias, a escolha de orgânicos é uma boa ideia”, afirma.

E ela acrescenta: ” Estatísticas divulgadas pela FDA mostram que a produção animal usa mais de 29 milhões de libras de antibióticos anualmente. Se todos escolhessem apenas um produto orgânico em cada 10 comprados, poderíamos eliminar em mais de 2,5 milhões de libras por ano o uso desnecessário de antibióticos.

Além de proibir o uso de antibióticos e hormônios sintéticos de crescimento na produção pecuária orgânica, as normas nacionais orgânicos dos EUA exigem que a pecuária orgânica seja alimentada 100% com alimentos orgânicos, com acesso a pastagens e ao ar livre. As normas proíbem o uso da engenharia genética, pesticidas tóxicos e persistentes, além do lodo de esgoto em campos.

As normas Brasileiras são muito semelhantes e os produtos orgânicos brasileiros seguem o mesmo princípio em relação aos antibióticos.

Mas por aqui, estudos revelam presença de antibióticos em leite. Preocupada com esta questão, a ANVISA editou lei que aumenta o controle da venda de antibióticos no Brasil. (Resolução RDC 44, de 26 de outubro de 2010, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Fonte: Mercado Ético

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