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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Fezes de ursos pandas podem dar origem a novo biocombustível, diz pesquisa

Se você pensa que biocombustível é só aquele obtido por meio de cana-de-açúcar ou milho, reveja seus conceitos. Uma pesquisa conduzida pela Mississippi State University, nos Estados Unidos, vem estudando os ursos pandas, e mais precisamente, suas fezes, como alternativa na produção de combustíveis ecologicamente corretos.

Segundo pesquisadores, 40 micróbios presentes no sistema digestivo dos pandas teriam mostrado alta eficiência no processo de quebra de moléculas de material orgânico usado na obtenção de etanol. A digestão de bambu, principal item da dieta do panda, poderia portanto dar origem a um novo tipo de biocombustível.

Os dejetos do mamífero apresentariam ainda vantagens em relação ao combustível à base de cana ou milho por não rivalizarem com a produção de alimentos feita a partir dessas culturas. A digestão do urso também seria um modo menos custoso e trabalhoso do que o habitualmente usado na produção à base de milho ou cana.

Até o apetite do panda surgiria como ponto favorável ao uso da inusitada matéria prima, já que um exemplar adulto da espécie ingere de 10 a 20 quilos de bambu por dia.

"O fato de pandas terem ciclos digestivos curtos exige que as micróbios encontrados em seu organismo sejam mais potentes do que as bactérias empregadas hoje na produção de etanol, sendo mais eficientes e promissoras do ponto de vista produtivo", afirmou a pesquisadora Candace Williams à revista National Geographic.

De acordo com entusiastas do projeto, até mesmo a preservação dos ursos pandas se beneficiaria das pesquisas feitas sobre as fezes da espécie. Para eles, os estudos poderiam ampliar o conhecimento sobre esses animais, permitindo novas formas de mantê-los saudáveis. Atualmente, no mundo, existem cerca de 2,5 mil ursos pandas vivos.

Recentemente, outra pesquisa, conduzida pela Universidade de Michigan, também nos Estados Unidos, descobriu que a união em laboratório de um certo tipo de bactéria a um tipo específico de fungo gera isobutanol, um biocombustível com mais compatibilidade com a gasolina do que o tradicional etanol.

Fonte: Uol

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