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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Laudos sobre incêndio químico em São Francisco serão entregues nesta quarta

IGP repassa aos delegados das polícias Civil e Federal documentos que apontam as causas do acidente no galpão da Global Logística e os danos ambientais provocados por ele


O Instituto Geral de Perícias (IGP) de Santa Catarina deve entregar nesta quarta-feira à Polícia Civil de São Francisco do Sul e à Polícia Federal de Joinville os laudos sobre a coluna de fumaça tóxica que assustou o Norte do Estado no fim de setembro do ano passado.

Os dois documentos foram concluídos na sexta-feira da semana passada e apontam as causas do incêndio químico e os danos ambientais provocados por ele.

O diretor do Instituto, Rodrigo Tasso, se reuniu nesta segunda-feira com a diretora do Instituto de Criminalística (IC), Sidneia Mansanari, e outros peritos que trabalharam nos laudos.

Em princípio, ficou acertado que o próprio IGP e o comando do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina farão a entrega dos documentos para as polícias. O horário e o local da entrevista coletiva devem ser definidos nesta terça-feira. 

Além de comprovar que houve danos ambientais para a água, o solo e a vegetação, os laudos também apontam as causas da fumaça que consumiu parte de dez mil toneladas de um fertilizante à base de nitrato de amônio, carga que estava em um galpão da empresa Global Logística, às margens da BR-280, perto do Porto de São Francisco do Sul. Os laudos têm cerca de 150 páginas. 

As prováveis causas comprometem todos os envolvidos na armazenagem do produto, especialmente a empresa dona do galpão, a Global Logística, a Prefeitura de São Francisco do Sul, responsável pelas licenças e pela fiscalização do local.

Segundo o perito André de Farias, os laudos serão entregues para os delegados da Polícia Federal, Alcir Amaral Teixeira, e da Polícia Civil, Leandro Lopes de Almeida, responsáveis pelos inquéritos abertos logo após o incêndio. 

Uma das preocupações dos peritos que trabalharam no caso foi discutir todos os detalhes e unificar as conclusões, evitando qualquer contradição nos laudos, o que causaria problemas para a investigação das polícias.

A partir da entrega dos laudos, caberá aos delegados ouvir outras testemunhas e buscar a responsabilização de todos os envolvidos no acidente. 

Os documentos foram baseados em diferentes fontes de informação. A primeira parte foi a coleta de material no local. O fertilizante e todos os tipos de substâncias que estavam no galpão foram coletados e enviados para um laboratório da Polícia Federal em Brasília.

Também foram analisados documentos – licenças, autorizações, registros de compra e venda e especificações técnicas do fertilizante e amostras de água, de solo e da vegetação.

Fonte: A Notícia

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