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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Projeto atua na preservação das lontras em Florianópolis/SC desde 1986

O Projeto Lontra busca a preservação da espécie Lontra longicaudis em Florianópolis e também no Pantanal do Mato Grosso do Sul. A base do projeto na capital catarinense é na Lagoa do Peri, no Sul da Ilha de Santa Catarina. No local são oferecidas atividades voltadas para o ensino e educação ambiental. O objetivo principal é a capacitação de multiplicadores de ações que visem a preservação das lontras, além de desenvolver estudos científicos sobre a espécie.


O gerente de Projetos e Pesquisa do Instituto Ekko Brasil, coordenador do projeto e oceanógrafo Carvalho Junior explica que na região da Lagoa do Peri existe uma população flutuante entre seis e 11 lontras.

“Elas saem para o mar por meio do canal que dá na Praia do Matadeiro. Em cativeiro temos seis filhotes órfãos, que servem para a visitação e também para pesquisa”. De acordo com o coordenador do projeto, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) não permite a soltura dos animais.

A lontra, segundo Carvalho Junior, é um mamífero semiaquático, carnívoro, que ocupa o topo da cadeia alimentar. As mães cuidam sozinhas dos filhotes, que podem permanecer com elas até um ano. O animal pode pesar um máximo de 20 quilos. Por ter um corpo alongado, flexível e musculoso, além de patas com membranas interdigitais, a lontra tem grande agilidade na água.

As ações do projeto, iniciado em 1986, abrangem a recuperação, conservação e ampliação do conhecimento técnico sobre as lontras e outros integrantes da família Mustelidae, além do Centro de Visitação e Educação Ambiental, trilhas educativas e realização de cursos de formação e capacitação comunitária.

As pesquisas realizadas pelo Instituto mostram que a lontra é responsável pela manutenção no estoque de peixes nos rios e também hospeda parasitas. “Se a população delas diminuir, é possível que estes parasitas migrem para os seres humanos”, explica Carvalho Junior.

Um dos grandes desafios do projeto é a conscientização dos pescadores, que matam as mães em retaliação. “Como elas precisam alimentar os filhotes, muitas vezes entram em viveiros de peixes ou pegam os das redes. Ai, muitos pescadores matam as lontras para evitar que isso aconteça. Em Florianópolis, felizmente, isso não acontece mais”, explica o oceanógrafo. Segundo ele, além disso, há casos de morte por veneno de rato, colocado em plantações próximas de rios, ataques de cachorros em unidades de conservação e também atropelamentos. 

Fonte: G1

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