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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

OIT diz que desemprego de longo prazo é desafio para países

A Organização Internacional do Trabalho, OIT, afirmou que o maior desafio de vários países será enfrentar o desemprego de longo prazo, ou seja mais de seis meses.


A conclusão está no relatório de Indicadores-Chave do Mercado de Trabalho, divulgado nesta segunda-feira, pela agência da ONU

Brasil
O documento mostra que no Brasil, por exemplo, o risco de um trabalhador perder o emprego em 2014 é de 11,5%. Ao mesmo tempo, a chance de se conseguir um nova colocação chega a 86% durante o mesmo período.

A previsão para o Brasil é melhor do que em vários outros países, como por exemplo, os parceiros do Brics. Na África do Sul o trabalhador terá menos da metade da chance obtida no Brasil.

Nos Estados Unidos, o risco de ficar desempregado é um pouco menor que o do Brasil sendo de 10,6%, e a chance de se conseguir um novo trabalho é um pouco menor: quase 74%.

Europa
Segundo a OIT, a situação piora na Europa, onde as chances de se conseguir um novo trabalho não passam dos 65%. A melhor performance é a da Grã-Bretanha seguida da Alemanha (58%) e França (56%).
Em Portugal e na Espanha, as chances são ainda menores (de 40,1% e 48,7%), respectivamente.
A Grécia tem um dos menores índices. A possibilidade de um grego achar um trabalho em 2014 é de somente 18,6%.

Educação e Habilidades
A OIT afirma que os países, em todos os níveis de desenvolvimento, constataram que uma educação adequada e as habilidades das pessoas fazem a diferença entre um crescimento inclusivo e um crescimento que deixa grandes segmentos da sociedade para trás.

O relatório mostrou que a quantidade de trabalhadores vivendo na pobreza está diminuindo. Atualmente, a OIT calcula que 822 milhões nos países em desenvolvimento estejam nesta situação, o que representa 30,6% da força de trabalho global.

O documento revela ainda que a classe média dos países em desenvolvimento continua aumentando. Hoje, a classe média nessa região inclui 32% dos trabalhadores, quase o dobro do registrado no final dos anos 90.

Fonte: Mercado Ético

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