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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Conheça a história da voluntária criadora do projeto Dança Para Todos

Beatriz ajuda meninas que vêm de famílias carentes a realizarem o sonho de dançar
"Quando vi aquela bailarina dançando na TV, eu achei a coisa mais linda, encheu meus olhos de brilho e alegria”, lembra Beatriz Apati da Silva, bailarina e professora de balé. 

E assim, em um comercial de televisão, aos cinco anos de idade, começou a paixão de Beatriz pela dança. Ela conta que, no início, só queria saber de dançar, pois aquilo lhe trazia satisfação. Mas com o passar dos anos, ela percebeu que não era tão fácil assim. 

A família não tinha condições de lhe pagar um curso de balé e, aos nove anos de idade, sabendo das dificuldades e do custo, mas mesmo assim, determinada em seu objetivo, foi atrás de uma bolsa de estudos, onde cursou dança por dez anos de sua vida.

A bailarina já ganhou vários prêmios, já perdeu as contas dos Festivais de Dança de Joinville que participou, mas trilhar esse caminho não foi nada fácil. Já foi a pé, sozinha, do bairro Floresta ao Centreventos em dias de Festival, já pediu carona e, pior, sentiu na pele a deficiência de recursos que a “cidade da dança” oferece para meninas carentes.

Hoje em dia, dá aula para mais de 25 crianças pelo projeto Dança para Todos, na Escola de Educação Básica João Colin, bairro Itaum. O projeto foi gerado por ela mesma, com o objetivo de dar oportunidade a crianças que, como ela, não têm recursos financeiros para realizar o sonho de ser uma dançarina. “Quando estava em meu quarto, escrevendo o projeto, pensei: ‘eu vou dar aula para crianças carentes! Eu vou realizar o sonho delas, como foi realizado o meu!’”, conta.

Beatriz diz que o espaço ganhado é tudo o que sempre sonhou, mas ela é obrigada a se limitar nas crianças que estudam ali, sem poder dar oportunidade a outras que compartilham do mesmo sonho. A professora também é grata a Lojas Capezio pela doação de materiais para as meninas. “Eu adoro dar aulas aqui, mas gostaria de ter o meu próprio espaço, pois há mais meninas que querem ser bailarinas e não fazem parte da escola”, relata ela.

A delicadeza e a leveza ficam só na imagem. O treino é pesado, as próprias alunas exigem isso, pois têm ciência da oportunidade que estão recebendo. Os pés descalços, os dias chuvosos e as contusões, segundo a professora, são dificuldades que não se comparam à falta de recursos que a cidade oferece. “Não podemos mascarar a situação. Quem tem oportunidade de entrar em uma escola renomada da cidade é rico. E, infelizmente, temos muitos talentos nascidos aqui que são perdidos por conta disso”.

A mulher de 28 anos, com inocência e jeito de menina, vê na dedicação das alunas o reflexo da sua realidade do passado. Atualmente, tem a melhor plateia do mundo, as alunas. Não recebe críticas e não tem jurados, pois para essas meninas tudo é perfeito. Faz tudo à base do amor e do carinho. Não tem retorno financeiro, mas recebe algo muito melhor. “Dinheiro nenhum no mundo paga o sorriso e o carinho que recebo dessas meninas. Eu amo fazer isso. A base da minha dança é o amor”, termina a professora.

Conheça melhor o trabalho da professora acessando o blog: bailarinabeatriz.blogspot.com, ou entre em contato por e-mail: biaballet.voluntario@hotmail.com

Fonte: Jornal Nosso Bairro

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