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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Faltam vagas nos cemitérios de Florianópolis

Projetos de cemitério vertical e crematório não avançaram desde 2014 


Até na hora da morte, está difícil de descansar em Florianópolis. As famílias que não possuem jazigo em um dos 13 cemitérios públicos da Capital e não tem condições de pagar um particular estão penando para conseguir enterrar seus entes queridos. Projetos de construção de um cemitério vertical no bairro Cacupé e um crematório que surgiram em 2014 não avançaram, e a situação, que já era crítica naquela época, está ainda pior. 

No cemitério do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, há cerca de um mês alguns corpos de indigentes foram exumados para abrir mais vagas. O coveiro Otílio dos Santos,60 anos, que trabalha há 30 no cemitério, garante que em poucos dias os espaços serão ocupados:

— Veio o pessoal do IGP aqui, daí exumamos e colocamos nos ossários. Tiramos 12 e já usamos quatro espaços. Mais umas semanas e ocupa tudo de novo — explica.

Na quarta-feira, uma semana depois que a reportagem esteve no local, a intendência do Rio Vermelho informou que só restavam quatro vagas.

No maior cemitério de Florianópolis, o São Francisco de Assis, no Itacorubi, enterros somente para quem já tem uma das 36 mil sepulturas. O secretário executivo de Serviços Públicos, Eduardo Garcia, explica que lá ainda existem vagas públicas em gavetas, que são cedidas por um período de quatro anos, prazo em que as famílias precisam adquirir um jazigo ali ou em outro cemitério para realizar e exumação e transferência:

— Passado este período, a administração do cemitério pode realizar ela mesmo a exumação, destinar os restos mortais a um ossário e assim ceder aquele espaço a outra família que esteja precisando. Hoje temos realizado pelo menos 100 sepultamento por mês no Itacorubi, alguns em jazigos pertencentes às famílias, mas a maioria nas vagas públicas, através desta "rotatividade". São em torno de 400 vagas — explica. 

Atualmente o cemitério passa por uma reforma que vai abrir mais 60 gavetas. Também está em curso um processo licitatório para mais 360 gavetas.

De acordo com o gerente de cemitérios, Alexandre Magno de Jesus, que assumiu a pasta há duas semanas, um levantamento esta sendo feito com as famílias para verificar a situação:

— Já fizemos um levantamento de quase 5 mil sepulturas para ver aquelas que tem aforamento, as que estão com título vencido, e começar a notificar esses proprietários para ver se estão abandonadas e fazer a desapropriação — disse.

Projetos no papel

Lançado em março 2014 como solução para a falta de vagas, o edital para construção de um cemitério vertical em Cacupé nunca avançou. O projeto previa um investimento de R$ 20 milhões por parte das empresas vencedoras na construção de torres de cinco andares que abrigariam 40 mil gavetas. Na projeção feita pela Prefeitura, este número supriria a demanda da Capital pelos próximos 50 anos. 

No mesmo edital, também estava prevista a construção do primeiro crematório de Florianópolis, que nunca saiu do papel. 

Segundo o secretário da Sesp, Eduardo Garcia, pareceres negativos na esfera ambiental impediram a continuidade dos projetos. O secretário não respondeu se existe alguma previsão de retomada da licitação. 

Reforma sem aumento de vagas

No Continente, no cemitério São Cristóvão, que ocupa uma área de 21 mil metros quadrados no bairro Capoeiras, também não existem mais vagas para sepulturas. Atualmente o local passa por uma reforma, porém o número de vagas não vai aumentar:

— Neste momento estamos reformando para dar mais conforto nas capelas mortuárias e segurança, pois ali tem um problema sério de invasões à noite — explicou o secretário do Continente, Aurélio R. dos Santos. 

Em 2015, a secretaria do Continente fez um estudo para implantação de um cemitério vertical anexo ao São Cristóvão, com cinco pavimentos, num total de 300 túmulos por pavimentos, totalizando 1500 túmulos. Segundo o secretário, a intenção ainda existe, e esta em fase de projeto:

— Agora falta o projeto executivo em si. Vamos tentar conseguir as liberações nos órgãos ambientais, mas acredito que vai ficar para o próximo ano — disse Aurélio dos Santos. 

Na reforma atual, no valor de R$ 275 mil, estão previstas melhorias na sede administrativa, aumento do muro, reformas nas capelas mortuárias e banheiros, além da reinstalação e revisão de toda a rede elétrica, hidráulicas, pintura geral e a limpeza na área interna. A previsão é que tudo fique pronto em 90 dias.

Fonte: Hora de Santa Catarina

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