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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A história por trás dos lados diferentes do cemitério do centro de Jaraguá do Sul

Se você é jaraguaense ou somente passeou pelas ruas de Jaraguá do Sul, certamente percebeu que a Rua Coronel Procópio Gomes de Oliveira corta o cemitério central da cidade ao meio.


Fato curioso, porém, é que essa divisão tem um sentido além da coincidência, sabia? 


A HISTÓRIA POR TRÁS DOS LADOS DIFERENTES DO CEMITÉRIO DO CENTRO DE JARAGUÁ DO SUL

 Ricardo Daniel Treis 15 de junho de 2016 Artigos especiais 9739 ACESSOS  12
Se você é jaraguaense ou somente passeou pelas ruas de Jaraguá do Sul, certamente percebeu que a Rua Coronel Procópio Gomes de Oliveira corta o cemitério central da cidade ao meio.

Fato curioso, porém, é que essa divisão tem um sentido além da coincidência, sabia? 

CAPA_cemitério
Os dois lados
De acordo com o historiador Ademir Pfiffer, o cemitério foi fundado em 1909, no que ainda era considerada área rural de Jaraguá do Sul – hoje, depois de 107 anos de crescimento, ele fica na área central da cidade. 

Nos primeiros anos eram cometidas irregularidades técnicas no ato dos enterros (o uso de covas rasas, principalmente, que poderia resultar em epidemias), então as igrejas Católica e Luterana se uniram para regulamentar a higiene do local, e assim cuidar das normas sanitárias e também das regras para a construção de túmulos.

Como cada religião possui suas tradições, ficou definido em 1913, com abertura da Rua Coronel Procópio Gomes de Oliveira , que cada igreja ficaria com um lado do cemitério.

“A divisão foi meramente burocrática e não um conflito entre religiões, como muitos afirmam”, ressaltou Pfiffer.

Assim, a área ao lado do Rio Itapocu ficou para Igreja Católica, e o outro lado para a Igreja Luterana do Brasil, marcando nosso cemitério do Centro com um peculiar caso de divisão religiosa.

DIFERENÇAS E PONTOS EM COMUM

Como citado, cada religião tem suas tradições, e isso também se faz presente na arquitetura. Devido aos católicos utilizarem esculturas sacras, os jazigos são reconhecidos por elas. Já os luteranos valorizam a inscrição de epitáfios, ou seja, a escrita de uma frase em relevo no túmulo.

Uma curiosidade é que, até a década de 1940, era possível encontrar diversos epitáfios sendo escritos em alemão – depois da 2ª Guerra Mundial, com o processo de nacionalização, as frases começaram ser escritas em português.

A PRESENÇA DE UM MEMORIAL
Em 2013, na parte do cemitério ao lado do rio, foi erguido um memorial às vítimas da explosão da fábrica de pólvora, marcando os 60 anos da tragédia.

O monumento custou R$ 60 mil e foi bancado pelo empresário Werner Voigt. A escultura de concreto foi projetada pelos arquitetos Raphael Cavalcanti e Keidy Cavalcanti da Silva, e representa uma mão em benção, com dez cruzes simbolizando cada uma das vítimas.

Assista o vídeoo aqui.

Fonte: Portal Por Acaso

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